O Grêmio chega aos 112 anos mirando o futuro. E ele necessariamente passa por um movimento que será feito em alguns dias ou no máximo poucas semanas. A compra da gestão da Arena foi o sonho iniciado por Fábio Koff, seguido por Romildo Bolzan Jr., e promete colocar o clube em outro patamar. O custo será de R$ 248 milhões a serem pagos em pouco mais de 17 anos. A projeção de receitas, por outro lado, é imensa.
Antes da finalização da aquisição, a direção gremista já realiza inúmeros estudos para saber o real potencial que terá em mãos. Quando passar a administrar efetivamente o estádio, quer ter tudo pronto para não perder um dia sequer. Alguns estão prontos, outros sendo elaborados. O clube analisa se vale a pena terceirizar alguns setores ou tocar tudo diretamente. Certeza só a de que renderá mais que a mensalidade de R$ 2 milhões a ser paga nos primeiros seis anos.
Apenas com quadro social, a expectativa já externada por Romildo é de passar para uma receita de R$ 10 milhões mensais contra os pouco mais de R$ 4 milhões atuais. Crescimento alto, mas visto como alcançável até o primeiro semestre de 2016, desde que o desempenho no campo seja bom, com a presença na Libertadores e uma boa arrancada no torneio.
Exemplos não faltam, no futebol ou em outros esportes. O Dallas Cowboys, da NFL, tornou-se a equipe mais valiosa do mundo, segundo anunciou a revista Forbes ontem, com a ajuda do seu estádio, o AT&T Stadium, inaugurado há seis anos. Ultrapassou o Real Madrid e vale 4 bilhões de dólares, contra 3,2 bilhões de dólares dos espanhóis. Só os camarotes renderam 120 milhões de dólares em 2014.
Perto de acordo pela Arena, Grêmio comemora 112 anos
Custo do estádio será de R$ 248 milhões, a serem pagos em pouco mais de 17 anos