A composição do acordo é tratada com extremo sigilo, até por ainda não estar completamente fechada. Diversas vertentes estão sendo colocadas na mesa, porém a mais próxima de um desfecho envolve a inclusão do Banrisul para alongar extensivamente o prazo do pagamento sem comprometer as finanças do Grêmio nas próximas temporadas.
Assumir o financiamento com o BNDES de R$ 280 milhões para a construção da Arena, por exemplo, já deixaria a situação econômica praticamente insustentável nos primeiros anos. Só em 2014 são R$ 42 milhões. Valor que vai decrescendo de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano até o seu fim em 2020, quando serão pagos pouco mais de R$ 20 milhões.
Embora o tema não seja tratado com pressa — nem poderia, pela complexidade —, ambos os lados desejam um desfecho positivo o quanto antes. O mandatário gremista classificou o projeto como prioridade absoluta. Quer entregar definitivamente o estádio ao Grêmio no máximo até o fim do ano, quando acaba seu atual mandato, mas de preferência gostaria de tudo resolvido até setembro, antes das eleições presidenciais, marcadas para outubro.
A OAS também quer resolver logo. A empreiteira foi pressionada pelos acionistas por causa dos prejuízos da Arena no primeiro ano.
Gastos caíram 25% no ano
Os gastos com o futebol profissional caíram 25% em relação ao primeiro semestre na temporada passada. Foram R$ 47,4 milhões em 2014 contra R$ 62,2 milhões em 2013. O investimento em contratações também foi reduzido de R$ 14,3 milhões para R$ 7,3 milhões. A receita nestes seis meses foi de R$ 128 milhões e as despesas de R$ 112 milhões.