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Plano de compra da Arena pode ser viabilizado nos próximos meses

Presidente do Grêmio classificou tema como prioridade absoluta

Plano de compra da Arena pode ser viabilizado nos próximos meses
Plano de compra da Arena pode ser viabilizado nos próximos meses Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
O otimismo de Fábio Koff na apresentação de Felipão há duas semanas não era à toa. O seu plano de concretizar a compra da Arena até o fim de agosto pode ser realmente viabilizado. As negociações entre as comissões de Grêmio e OAS são contínuas e um acordo que envolve o Banrisul já chegou a ser encaminhado. O banco gaúcho seria o responsável por viabilizar o acerto para que o clube consiga bancar a conta a longo prazo.

A composição do acordo é tratada com extremo sigilo, até por ainda não estar completamente fechada. Diversas vertentes estão sendo colocadas na mesa, porém a mais próxima de um desfecho envolve a inclusão do Banrisul para alongar extensivamente o prazo do pagamento sem comprometer as finanças do Grêmio nas próximas temporadas.

Assumir o financiamento com o BNDES de R$ 280 milhões para a construção da Arena, por exemplo, já deixaria a situação econômica praticamente insustentável nos primeiros anos. Só em 2014 são R$ 42 milhões. Valor que vai decrescendo de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano até o seu fim em 2020, quando serão pagos pouco mais de R$ 20 milhões.

Embora o tema não seja tratado com pressa — nem poderia, pela complexidade —, ambos os lados desejam um desfecho positivo o quanto antes. O mandatário gremista classificou o projeto como prioridade absoluta. Quer entregar definitivamente o estádio ao Grêmio no máximo até o fim do ano, quando acaba seu atual mandato, mas de preferência gostaria de tudo resolvido até setembro, antes das eleições presidenciais, marcadas para outubro.

A OAS também quer resolver logo. A empreiteira foi pressionada pelos acionistas por causa dos prejuízos da Arena no primeiro ano.

Gastos caíram 25% no ano

Os gastos com o futebol profissional caíram 25% em relação ao primeiro semestre na temporada passada. Foram R$ 47,4 milhões em 2014 contra R$ 62,2 milhões em 2013. O investimento em contratações também foi reduzido de R$ 14,3 milhões para R$ 7,3 milhões. A receita nestes seis meses foi de R$ 128 milhões e as despesas de R$ 112 milhões.

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