O Grêmio tratou de valorizar as renovações de jogadores, tanto que Marcelo Grohe, Maicon, Geromel e Douglas foram reapresentados como reforços nos últimos dias. Ainda assim, a direção gremista não esconde a necessidade de fazer contratações para a Libertadores. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira, o diretor-executivo Rui Costa admitiu que o clube precisa qualificar o grupo no setor ofensivo.
“Defensivamente estamos bem no número de zagueiros e volantes. Perdemos jogadores, mas penso que conseguimos repor de uma maneira muito boa. Do meio para frente é que precisamos qualificar. Não porque não temos qualidade, isso temos, mas entendemos que temos que aumentar a quantidade e diversidade de estilos dos jogadores nesse setor”, afirmou Rui Costa, que ressaltou que o objetivo é dar jogadores com características diferentes para Roger montar o time.
“Não posso ser específico para não alertar o mercado, mas queremos dar a nossa comissão técnica um perfil diferente. Entendemos, pelo esquema que o Roger usa, que precisamos ter um elenco um pouco mais forte. Para enfrentar uma temporada com muitas competições é necessário ter alternativas, perfis diferentes e quantidade maior de jogador”, apontou.
O mercado sul-americano é onde o Grêmio tenta encontrar jogadores. A alta do dólar tem sido um problema, mas Rui Costa não descartou que os reforços venham de países como Argentina, Paraguai e Uruguai. “Os mercados argentino, uruguaio e paraguaio seguem sendo sedutores tecnicamente, mas os valores aumentaram muito. Hoje qualquer jogador com um pouco mais de qualidade nesses mercados tem valor subindo quando a negociação envolve clubes brasileiros. Mas é nada que nos impeça de seguir trabalhando. Desafios são bem importantes para nós aqui. O mercado sul-americano segue sendo uma alternativa para o Grêmio”, finalizou.
“Precisamos qualificar do meio para frente”, admite Rui Costa
Grêmio vasculha mercado sul-americano em busca de reforços