Há menos de dois meses, quando o camisa 10 se machucou, seria considerado louco quem cogitasse tirá-lo do time. Logo depois da sua chegada, virou o principal jogador do time e era praticamente o único com a titularidade incontestável. O time era Zé Roberto e mais dez. Mas, agora, seu aproveitamento no esquema começa a ser contestado internamente. A sua presença, nesta visão, "estraga" a mecânica de jogo no sistema com três zagueiros.
O entendimento é que o Grêmio perde a transição rápida para o ataque, justamente uma das principais armas quando atuava com o trio de volantes no meio-campo. Além disso, a sua constante movimentação em campo é tida como um peso negativo na atual formação. A consequência, por não guardar a posição, é a abertura de espaços para o adversário, deixando a defesa menos protegida do que antes.
Os números acabam indo também contra Zé Roberto. Sem ele, com três marcadores no meio, o time teve cinco vitórias seguidas e perdeu para o Goiás. Arrancada que levou a equipe até o G-4. Desde o seu retorno aos titulares, foram duas vitórias, um empate e uma derrota. A única partida tranquila foi diante do Náutico, o lanterna do Campeonato Brasileiro. Dois tropeços do Tricolor e sobrou até para o camisa 10.