“No início, eles exigiram que o estádio tivesse 100% de cadeiras. Agora, voltam atrás e liberam a avalanche para dois jogos. O que percebemos é que não há convicção sobre o tema. Essas idas e vindas da Brigada Militar e dos Bombeiros têm nos preocupado”, disse o promotor de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística do Ministério Público (MP).
Outro problema detectado pelo MP é em relação à legislação que está servindo de base para a BM. Segundo Sbardelotto, não há lei que proíba espaços sem cadeiras num estádio de futebol. “Por lei, não há essa obrigação (de 100% de cadeiras). Havia uma resolução técnica dos Bombeiros quanto a isso, mas hoje ela não está mais no ar. Procurei no site dos Bombeiros e encontrei apenas a resolução anterior”, comentou.
O promotor também questionou a existência de espaços para torcedores em pé nos atuais estádios. “A legislação é a mesma e nunca mudou. Hoje existem estádios com esses lugares. Se é perigoso na Arena, também é no Olímpico, e nunca se proibiu a avalanche no Olímpico”, justificou. Sobre a proibição da simulação da avalanche em outubro, Sbardelotto lembrou que a Arena estava em obras: “Tomamos aquela decisão porque o local ainda não estava totalmente pronto”.