A mudança de astral com o grupo, segundo ele, já está ocorrendo. “O vestiário eu domino. Quando cheguei, estava parecendo um velório. Precisava voltar a alegria e a confiança. Daí os jogadores rendem muito mais”, contou o comandante gremista. “Tenho anos de vestiário, sei o que falar e como tratar os jogadores. Na hora de passar a mão na cabeça, vou passar. E sei quando tem que cobrar.”
Em sua defesa, Renato contou o que o presidente Fábio Koff teria dito a ele após o jogo neste domingo. “O próprio presidente falou que estamos resgatando a pegada do Grêmio. E o torcedor quer isso. Não adianta a gente querer ou exigir muito do grupo com esse pouco tempo de trabalho. Temos muito pela frente ainda. O importante é que em dois jogos, conseguimos quatro pontos”, analisou.
Renato vê evolução na equipe
Sobre o sufoco no final da partida, o técnico exaltou a qualidade do adversário, que entrou na rodada como líder da competição. “O sufoco no final do jogo foi uma coisa normal, estávamos enfrentando o primeiro lugar do Brasileirão. Neste momento, o importante é o resultado. Prevaleceu a força de vontade, a garra dos jogadores”, defendeu.
Renato afirmou que o Tricolor está em evolução. “Hoje valorizamos a posse de bola um pouco mais. Demos uns chutões ainda, mas faz parte. Também soubemos suportar a pressão do adversário”, disse. Ao ser questionado sobre seu pouco conhecimento tático, o treinador rebateu: “Posso convidar quatro ou cinco bons de vocês (da imprensa) para discutir a parte tática. Ao vivo e sem cortes. Será que em 2010 (no Grêmio) foi só motivação? E a final da Libertadores (que ele chegou pelo Fluminense, em 2008)?”, disparou o técnico.