O quarto caso de caxumba no Grêmio causou um tremendo mal-estar. Ainda mais por tratar-se de Pedro Geromel, uma das principais peças do elenco, praticamente insubstituível no time titular. O tema domina as conversas entre dirigentes. Em xeque está a decisão do departamento médico de não vacinar todo grupo assim que o surto atingiu Porto Alegre — como fez o Inter — ou logo após o primeiro caso, de Luan, em 18 de março.
Romildo Bolzan Jr. prefere não tecer qualquer análise sobre a decisão. “É um procedimento médico. Não tenho como avaliar, não tenho conhecimento”, destaca. O mandatário tricolor também não vê motivo para cobranças. “O Grêmio se baseou no protocolo elaborado pelos médico e o acatou. Não vejo um fato novo para cobrar. Eles alertaram que poderiam surgir novos casos”, completa.
O departamento médico reitera que o planejamento foi correto. “Nós consultamos três especialistas. Cada um defende um protocolo de vacinação, mas os três foram unânimes em dizer que durante o surto não é o melhor momento de se vacinar”, salienta o médico Paulo Rabaldo. O Nacional, do Uruguai, que também teve casos, é citado como outro exemplo. A proliferação, mesmo assim, causa surpresa. “Em 34 anos de clube, eu nunca tinha visto um surto de doença viral”, relata.
Nessa sexta, todo o elenco recebeu vacina contra a caxumba e também a gripe H1N1. Como ela leva um mês para gerar imunidade e o vírus fica incubado de duas a três semanas, novos casos ainda podem surgir até meados de maio. Justamente em um momento decisivo do primeiro semestre, quando são disputadas as oitavas e quartas da Libertadores e as finais do Gauchão.
O novo caso pode trazer consequências. Algumas mudanças devem ocorrer. O assunto, no entanto, é tratado com extrema cautela. Nenhuma decisão será tomada antes dos confrontos com o Rosario Central. “Nada é impossível. Ninguém é intocável”, diz um dirigente.
Quarto caso de caxumba causa mal-estar no DM do Grêmio
Tema domina as conversas entre dirigentes no clube