Não há mistério nem mesmo na longa invencibilidade defensiva. “Não tem segredo”, garantiu o volante, em entrevista à Rádio Guaíba. “É um trabalho em equipe, que o futebol necessita e exige, pois não é um esporte individual. Colocamos na cabeça que só vamos conquistar os objetivos, se todo mundo quiser e todos remarmos para o mesmo lado. Então, dentro de campo, aplicamos isso na marcação, com todos defendendo, e no ataque, com os 11 buscando o gol”, explicou.
Segundo parte da torcida e da crítica, a ausência de um jogador de meio de campo com características de criar jogadas para os companheiros seria essencial para um melhor desempenho do Grêmio no Brasileiro. Ramiro não entende desta forma e lembra que os jogadores do setor têm se esforçado para servir da melhor forma os atletas com funções ofensivas.
“A gente supera (a falta de um articular) com outras qualidades. É um time que talvez não tenha um camisa 10 de origem, mas tem outras qualidades que superam essa ausência”, declarou o volante. “O futebol moderno exige que os homens de contenção também saibam atacar e chegar como elemento surpresa. No ano passado, utilizamos o mesmo sistema e, agora, mais ainda. Estamos fortalecendo essa questão do volante que marca e que tem que atacar”, completou.
O Grêmio volta aos treinamentos às 15h30min desta quarta-feira, no estádio Olímpico. O jogo contra o São Paulo – que pode carimbar o passaporte tricolor no G4 do Brasileirão – está marcado para sábado, às 16h20min, na Arena.