"Amanhã, com mais calma, vou me reunir com a diretoria, vamos conversar e ver a atitude que a gente vai tomar", explicou Renato. "Num jogo tão importante como esse, com o estádio lotado, não pode ter uma infantilidade destas", frisou o técnico.
Renato salientou que a multa é certa para o centroavante, pelo cartão vermelho. Isto já está definida nas regras da "caixinha" do Grêmio, mas a mensagem não pode ficar só aí. "É um caso especial", enfatizou.
O técnico gremista não deixou de criticar, porém, a atuação do árbitro Néstor Pitana, que para ele não puniu o time chileno por lances de violência. "No segundo tempo, o jogador do Universidad (CostA) deu um carrinho que, se o Lins não levanta a perna, quebra", protestou Renato. "E o bandeirinha não teve a coragem para chamar o árbitro, como fez com o Borges", apontou. "Não vou dar desculpa do juiz, mas ele poderia pelo menos ter colocado um adversário para a rua e não botou."
Derrota não passa pelo grupo
Renato também afastou qualquer possibilidade de a derrota ter sido motivada por falta de peças de reposição no grupo. "Não pode tirar os méritos dos jogadores que brigaram, apesar de estarmos com 10 em campo. Buscamos ainda um resultado que não era tão ruim, mas infelizmente, num contragolpe, tomamos o gol", salientou o treinador. "Tenho elenco, trabalho com ele e vou defender todos", frisou.
"Meu grupo é este, não adianta ficar lamentando. O Grêmio se classificou para essa fase da Libertadores com este grupo. Venceu o turno do Gauchão com este grupo e está na final", comentou Renato. "Não adianta ficar criticando A, B ou C. Agora, tenho que dar moral para este grupo, pois nada está perdido e temos uma decisão no domingo."