Quando perguntado se o jejum de vitórias do Grêmio no Olímpico significava uma tempestade no vestiário, Renato afirmou que a situação não passava de uma "garoa". "Foram dois meses sem vencer aqui, mas tudo isso em três jogos. Estaria mais preocupado se fossem oito partidas. Eu sabia que o Grêmio voltaria a vencer em Porto Alegre", acrescentou.
Diante do Bahia, o Grêmio teve na zaga três jogadores reservas. Renato exaltou a atuação de Saimon, Mário Fernandes e Neuton. "Formaram uma linha alta defesa e realizaram uma boa partida. É aquilo que sempre digo: todo jogador precisa estar pronto para atuar. Ainda bem que tem sido assim porque eles têm me deixado feliz."
Douglas e o recurso técnico
Considerado o maestro do Grêmio, o meia Douglas quase comprometeu a equipe quando proporcionou ao Bahia dois contra-ataques. Renato optou por minimizar a situação e afirmou que sempre avisa o restante da equipe para conter os abusos de Douglas. "Ele tem recurso técnico e por isso abusa um pouco. Sempre falo para os meus jogadores que quando o Douglas está com a bola alguma coisa vai sair, inclusive o contra-ataque. Mas eu prefiro não condenar e nem aplaudir porque ele deixa os colegas na cara do gol."
A experiência precisa da juventude
Para Renato, a vitória sobre o Bahia foi fruto de algo que ele julga essencial no futebol: a mescla da juventude com a experiência. O técnico gremista defende a ideia de que uma não vive sem a outra e usou o exemplo de Junior Viçosa para explicar a sua opinião. "O Viçosa tem crescido muito no Grêmio. Hoje marcou dois gols do jeito que nós vínhamos trabalhando. Sempre quero que ele esteja bem colocado. Tenho procurado passar bastante confiança para o Viçosa. É um sinal de que a experiência também precisa da juventude", acrescentou.