“O grupo é bom, é forte, conheço praticamente 80%. Pode ter certeza que a gente vai brigar pelo título”, destacou o treinador. “Temos Copa do Brasil e o Brasileirão pela frente, cujo objetivo é ganhar”, acrescentou. Renato chega a Porto Alegre na manhã desta terça-feira. A entrevista coletiva está marcada para as 14h, na Arena, e a direção abrirá o setor Norte do estádio para a torcida acompanhar a atividade do novo técnico.
O técnico acertou contrato até o fim de ano e frisou o respeito que tem pelo presidente Fábio Koff. “Ele é praticamente um pai pra mim. Tenho um respeito muito grande por ele. É um prazer voltar a trabalhar com o presidente Koff”, contou.
Renato evitou falar sobre a saída do clube em 2011, quando a gestão era comandada por Paulo Odone. “Que eu ia voltar, não tinha dúvida alguma”, afirmou, destacando que foi procurado por outros clubes no período em que ficou parado, mas preferiu acertar com um grande time. “Não sou aquele tipo de treinador que trabalha em quatro ou cinco clubes. Acho melhor esperar e trabalhar num clube grande, que me dê condições, como o Grêmio.”
Ídolo
Renato é o maior ídolo da história tricolor. Autor dos dois gols na vitória sobre o Hamburgo no Mundial de 1983, deixou o clube em 1987 para acertar com o Flamengo. Retornou ao Grêmio em 1991, após o primeiro rebaixamento do Tricolor, mas não teve uma boa passagem. Com o atacante, o time foi eliminado pelo River Plate na Supercopa e perdeu o Gauchão para o Inter.
Em 2010, Renato assumiu o Grêmio na zona de rebaixamento do Brasileirão após a saída do técnico Silas. Logo na estreia, foi eliminado na Sul-Americana pelo Goiás, no estádio Olímpico. Mas a partir daí comandou uma reação que colocou o time gaúcho na Copa Libertadores do ano seguinte.
No entanto, em 2011 o técnico não repetiu a mesma trajetória. O Grêmio foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final pelo Universidad Católica, do Chile, e perdeu o Gauchão para o Inter nos pênaltis, no Olímpico.
Renato ainda comandou o Grêmio no começo do Brasileirão, mas deixou o clube após um empate com o Avaí em Porto Alegre. Depois disso, o treinador trabalhou no Atlético-PR naquele mesmo campeonato, mas deixou o clube poucos meses depois de ter assumido alegando problemas particulares.