"Eles têm que mostrar o motivo para renovar o contrato. Tranquilizei o grupo que não vai ser por 15 dias a mais ou ao menos que algum deles vai deixar o Grêmio", disse Renato, sem deixar de celebrar o resultado diante das dificuldades de campo. "Para a gente foi uma vitória. Não é fácil jogar aqui na Vila, pela qualidade da equipe do Santos. Parabéns para o grupo, pela garra, pela determinação, é um pontinho que vai nos ajudar bastante."
O técnico contemporizou a expulsão de Jonas, mas lamentou as atitudes do atleta. "Infelizmente perdemos o Jonas logo no início do jogo. Mas todo mundo tem crédito e todo mundo tem direito a puxão de orelha. Ele já tomou um ali no final do jogo. Principalmente o Jonas, que é o goleador do campeonato e vai fazer falta. Mas é um papo interno para terça, em Porto Alegre", ponderou. "O Jonas vai fazer sempre falta. Mas tenho uma equipe de homens, que está concentrada nessa vaga da Libertadores e mesmo com um a menos nós marcamos e jogamos."
Renato procurou fugir da crítica à arbitragem, mas apontou que a não marcação de pênalti em Lúcio prejudicou o Tricolor gaúcho. "Sei que errar é humano, entendo isso, mas os últimos erros são sempre contra o Grêmio e isso me chateia. Mas eu não vou dar desculpa. Não quero ajuda para o Grêmio, quero que seja justo. O árbitro, hoje, foi bem, só que teve um pênalti para o meu time que ele não deu."
O treinador voltou a destacar que o Grêmio seria campeão se o campeonato fosse mais extenso. "Respeito qualquer outra equipe, mas se tívessemos mais 9 ou 10 rodadas, o Grêmio seria o campeão brasileiro", relatou. "Com respeito aos outros treinadores, mas tivemos o trabalho mais difícil. Que é largar lá atrás no bolo, ver só as Ferraris na frente e ainda assim subir para o grupo da frente."