Grêmio

Renato Portaluppi diz que seu trabalho foi subestimado

Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, técnico do Grêmio fala da sua trajetória no estádio Olímpico

Renato Portaluppi diz que foi subestimado
Renato Portaluppi diz que foi subestimado Foto : Vinicius Roratto
Completamente à vontade na sala de imprensa do Olímpico, Renato Portaluppi usava óculos escuros pela primeira vez em sua nova passagem por Porto Alegre quando recebeu a reportagem do Correio do Povo. No bate-papo com o Correio do Povo, ele fez um balanço da primeira parte do seu trabalho no Grêmio. Feliz por ver a torcida novamente alegre, ele mandou recado para aqueles que não o quiseram antes como técnico do time. "As pessoas que atrasaram o Grêmio, hoje, têm que bater palmas para mim." A seguir, o resumo da conversa com o treinador que tirou o Grêmio da zona do rebaixamento e que pode terminar o ano classificado para a Libertadores. 

CP: Que filme vai passar na tua cabeça domingo ao pisar no gramado do Olímpico?

RP: Vai ser uma alegria grande. Lembro da estreia contra o Goiás e como a coisa estava ruim. A torcida, que estava para baixo, murcha, agora está bastante feliz. 

CP: Desde a tua chegada, teus acertos são enumerados dia a dia. Houve algum erro?

RP: Não sei se foi um erro. Quando coloquei o Gilson contra o Botafogo para fazer o que hoje faz o Lúcio. Ele não estava pronto, recém havia chegado. Hoje, ele faria com certeza. Mas o Lúcio avançou dez metros, da lateral para o meio, e ganhamos em velocidade no setor. 

CP: Qual a diferença do futuro do Grêmio com ou sem a classificação para a Libertadores?

RP: Pouca. O que pode mudar é o investimento que o clube irá fazer, mas isso é normal.

CP: Já indicaste nomes para a direção levando em conta as duas possibilidades?

RP: Sim, mas sobre isso eu não quero falar. O foco é o Botafogo. 

CP: Mais de uma vez, quando o teu nome era especulado para treinar o Grêmio, falavam que era "pensamento mágico" te trazer para tirar o time da crise. O que pensas sobre isso?

RP: São uns dois ou três que não me queriam e foram essas pessoas que atrasaram o Grêmio. Não sei se por vaidade, por ciúmes ou por subestimarem meu trabalho. Hoje, estes incompetentes têm que bater palmas para mim.

CP: Te imaginas treinando o Grêmio ou outra equipe por um tempo maior, assim como acontece na Europa?

RP: Com resultado, não tem problema. Eu, no Grêmio, não coloquei cláusula para sair porque sei o que represento aqui e jamais tiraria dinheiro do clube. Espero que seja por um tempo longo.

CP: A permanência maior aumenta o risco de ter tua imagem de ídolo arranhada?

RP: A maior prova de fogo foi agora. Teria ficado em risco se o Grêmio fosse rebaixado.

CP: Hoje, moras em hotel. Já tens onde morar ano que vem? E a família virá a Porto Alegre?

RP: Com certeza vou alugar um apartamento. Já estou vendo isso. Minha esposa também vai vir mais frequentemente para cá, mas a minha filha deve ficar no Rio de Janeiro. Ela estuda.


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