CP: Que filme vai passar na tua cabeça domingo ao pisar no gramado do Olímpico?
RP: Vai ser uma alegria grande. Lembro da estreia contra o Goiás e como a coisa estava ruim. A torcida, que estava para baixo, murcha, agora está bastante feliz.
CP: Desde a tua chegada, teus acertos são enumerados dia a dia. Houve algum erro?
RP: Não sei se foi um erro. Quando coloquei o Gilson contra o Botafogo para fazer o que hoje faz o Lúcio. Ele não estava pronto, recém havia chegado. Hoje, ele faria com certeza. Mas o Lúcio avançou dez metros, da lateral para o meio, e ganhamos em velocidade no setor.
CP: Qual a diferença do futuro do Grêmio com ou sem a classificação para a Libertadores?
RP: Pouca. O que pode mudar é o investimento que o clube irá fazer, mas isso é normal.
CP: Já indicaste nomes para a direção levando em conta as duas possibilidades?
RP: Sim, mas sobre isso eu não quero falar. O foco é o Botafogo.
CP: Mais de uma vez, quando o teu nome era especulado para treinar o Grêmio, falavam que era "pensamento mágico" te trazer para tirar o time da crise. O que pensas sobre isso?
RP: São uns dois ou três que não me queriam e foram essas pessoas que atrasaram o Grêmio. Não sei se por vaidade, por ciúmes ou por subestimarem meu trabalho. Hoje, estes incompetentes têm que bater palmas para mim.
CP: Te imaginas treinando o Grêmio ou outra equipe por um tempo maior, assim como acontece na Europa?
RP: Com resultado, não tem problema. Eu, no Grêmio, não coloquei cláusula para sair porque sei o que represento aqui e jamais tiraria dinheiro do clube. Espero que seja por um tempo longo.
CP: A permanência maior aumenta o risco de ter tua imagem de ídolo arranhada?
RP: A maior prova de fogo foi agora. Teria ficado em risco se o Grêmio fosse rebaixado.
CP: Hoje, moras em hotel. Já tens onde morar ano que vem? E a família virá a Porto Alegre?
RP: Com certeza vou alugar um apartamento. Já estou vendo isso. Minha esposa também vai vir mais frequentemente para cá, mas a minha filha deve ficar no Rio de Janeiro. Ela estuda.