"Quem está jogando agora, precisa entender o motivo pelo qual o companheiro saiu, pois amanhã, ou depois, acontece com eles", destacou Renato. "O importante é que o Gabriel saiu jogando bem e é um problema que eu tenho: dois jogadores bons na mesma posição. É um problema que todo treinador quer. Duro é quando tem 30 jogadores e pode atirar a camisa para cima, que tanto faz quem pegar", enfatizou o técnico.
Apesar de já dar a entender como certa a saída de Mário da lateral, Renato explicou que o garoto deve manter o foco, pois vai ganhar novas oportunidades, independentemente da posição. "Quando o cara é bom, ele é bom em qualquer lugar. Ele tem ido muito bem na lateral e eu sei que gosta de jogar de zagueiro. Sei que ele vai dar conta quando eu precisar na zaga também", avaliou.
"Daqui a pouco vou falar que quero jogar na lateral e no meio e um deles vem para a beira do campo", falou Renato, sem perder a brincadeira por conta do "voluntariado" do vestiário do Grêmio para atuar em qualquer lugar do campo. "Eu fico feliz de ter jogadores assim", emendou o técnico. "Mas deixa o treinador quebrar a cabeça. Falei para eles continuarem com os pezinhos no chão e deixar que eu escale a equipe. São 11 que podem começar jogando, é a lei que Fifa determina, mas eu não vou cometer injustiças", garantiu.
"É bom ter jogadores polivalentes, pois durante a partida você nem precisa substituir. Pode tirar alguém de frente e recuar ou avançar este que faz as duas funções", frisou Renato. "Isso facilita para o treinador e o atleta também sabe que é bom para ele, que ganha mais pontos. Às vezes você tem três jogadores que cada um joga numa posição e pensa: quem vou levar para o meu banco? Agora, se tem um que joga em mais de uma função, o treinador leva e em qualquer posição que ele precisar tem a resposta", ponderou.
