Espinosa garante que usava tal método repetido por Renato Portaluppi desde sua passagem pelo clube em 1986, quando Renato ainda estava no Tricolor calçando chuteiras e levando perigo aos adversários dentro do campo. Em entrevista, Espinosa revelou o que um gremista gritou para ele, na saída de um treinamento no suplementar, em tom jocoso: "Sem ninguém para jogar contra é fácil".
Mas Renato e Espinosa não estão sozinhos no uso da metodologia. Tite é adepto do trabalho e sempre promove a atividade na véspera das partidas. Gilson Kleina faz o mesmo no Palmeiras, assim como Mano Menezes, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Celso Roth. Por outro lado, Vanderlei Luxemburgo não tinha este costume.
Jogadores como botões
O treino consiste em posicionar os jogadores como se fossem "botões" do quadro do vestiário, objeto normalmente visto pelos atletas nas preleções. Segundo Espinosa, a medida facilita o entendimento dos atletas e faz com que todos se conheçam dentro de campo e aprimorem o entrosamento. "Transforma-se os jogadores nos botões. Eles vão ter uma visão melhor e um aprendizado melhor. E aí tu já vai corrigindo. O trabalho é importante porque define as jogadas, os movimentos, e a partir daí as coisas acontecem", resumiu o ex-técnico do Grêmio.
O elenco gremista retoma os trabalhos na tarde desta quinta-feira, no Olímpico. Renato deve montar novamente a equipe que enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, na Arena. O comandante não pode contar, nesta quarta, com a dupla de volantes Souza e Adriano. A tendência, porém, é que ambos treinem já nesta quinta.