Visivelmente satisfeito, Renato não poupou elogios aos seus comandados. Disse que escolheria cinco jogadores de seu grupo para a seleção do campeonato, caso pudesse e que sua equipe é ofensiva: “A gente joga para frente e eu gosto de futebol bonito”, afirmou ele, desafiando os jornalistas a compararem o número de gols marcados pelo Tricolor antes e depois da sua chegada.
Para Renato, a vaga na Libertadores de 2011 está cada vez mais próxima e ele garantiu que a buscará até o último momento. Assegurou, inclusive, que irá secar os rivais que estão na briga. Não que isso traga algum demérito para o seu time: “Não tem bicho-papão nesse campeonato. E não tem ninguém melhor que o Grêmio”.
A vitória do Grêmio alçou o clube provisoriamente ao quinto posto do Brasileirão, ultrapassando Inter e Santos, que já estão garantidos no torneio continental da próxima temporada. “Hoje demos um salto importante, passando duas equipes que estavam na nossa frente. Isso é importante para o moral”, comentou o treinador.
Negociação não evoluiu
Apesar do clima de euforia, Renato não garantiu a permanência no comando do Grêmio para 2011, mesmo com a reunião realizada na sexta, entre representantes da nova diretoria e seu procurador, Gerson Oldemberg. “Não evoluiu nada”, afirmou. “Minha cabeça está voltada para o Campeonato Brasileiro. Eu já falei: eu quero ficar, mas eu estou lutando por essa vaga. Dia 6 de dezembro eu vou para o Rio de Janeiro, com contrato renovado ou não. Eu vou curtir minhas férias.”
“Uma mão lava a outra”
O elástico placar construído sobre o Ceará, na visão de Renato, poderia até ter sido maior. “Eu havia falado que cada gol é importante.” No entanto, o técnico minimizou a falta de uma goleada ainda maior. “É normal dar uma relaxada. Mesmo assim eu tentei colocar o time um pouco mais para frente.”
A vitória e a entrega dos jogadores gremistas serão recompensadas, conforme revelou Renato, que dispensou o treino da segunda-feira. “Uma mão lava a outra”, explicou, ressaltando a confiança no grupo. “O Grêmio está na quinta posição e não é à toa.”
