Grêmio

Retida parte da verba de Maxi López

Diretoria do Grêmio desconhece a medida judicial

Não bastasse ficar sem o atacante Maxi López, o Grêmio pode perder parte do dinheiro depositado em juízo para, conforme o clube, garantir a permanência do argentino no estádio Olímpico, em 2010. Atento ao episódio, o advogado de Anderson Polga, credor do Grêmio em aproximadamente R$ 1 milhão, Carlos Dahlem da Rosa, ingressou na Justiça do Trabalho, em Porto Alegre, pedindo o bloqueio do dinheiro, para que, parte do valor depositado pelo clube para ter Maxi López, não fosse liberado e, sim, repassado ao seu cliente.

No final do ano passado, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 627.329,17 de uma conta do Grêmio para pagamento de Polga. Sabedor de que o clube havia depositado R$ 3,7 milhões para comprar Maxi, Carlos Rosa em outra conta, Carlos da Rosa tenta buscar a diferença do valor total.

Em caráter liminar, o juiz Diogo Souza, da 6ª Vara, efetivou um novo bloqueio ao conceder parecer favorável ao zagueiro, que já atuou no Olímpico e hoje joga no Sporting, de Portugal. A decisão obrigaria o Grêmio a pagar a diferença (cerca de R$ 280 mil) do total da dívida ao atleta.

O despacho do magistrado diz que, antes de realizar um investimento de qualquer natureza, o clube deve arcar com seus credores. Além disso, o documento afirma que não haveria obrigação contratual do Grêmio para que o depósito fosse efetivado.

Agora, o processo irá para a 11ª Vara da Justiça do Trabalho, onde será julgado o caso envolvendo Maxi López. A audiência está prevista para o próximo mês de março.

"Em dezembro houve uma tentativa de acordo entre as partes. Nós aceitamos o que eles propuseram, mas logo em seguida nos foi dito que não era possível cumprir o prometido, e o acordo não foi formalizado porque o Grêmio não poderia honrá-lo. Avisei os dirigentes que tomaria as providências", conta Carlos Dahlem da Rosa, que lembra que Polga não faz parte do condomínio de credores do Grêmio, mecanismo criado para saldar dívidas com ex-profissionais do clube.

A diretoria do Grêmio, por enquanto, desconhece a medida judicial. "Se houver bloqueio, o Grêmio está preparado para dizer que o dinheiro não é seu e sim do Maxi López", garante Rui Costa dos Santos, advogado gremista.

O dinheiro depositado em juízo no dia 31 de dezembro (R$ 3,7 milhões) teria sido viabilizado por um investidor parceiro do clube. No Grêmio, porém, havia o conhecimento do risco do depósito, admitem dirigentes.

O advogado de Polga não tem dúvidas de que o Grêmio é o depositante do dinheiro. Para o profissional, o caso poderá ter extensão envolvendo outros credores. Carlos Dahlem da Rosa entende que o Grêmio deverá ser intimado nos próximos dias do bloqueio na Justiça. Desde que deixou o Grêmio assediado por um interesse da Lazio, da Itália, Maxi López não concedeu mais entrevistas. O futuro do jogador, que pertence ao F.C Moscou, da Rússia, poderá ser o futebol da Inglaterra.

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