Na semana em que os clubes deram a largada na temporada, os torcedores do Grêmio começaram a ter uma ideia mais real do tamanho do desafio que será a disputa da Libertadores da América. Não só pelas particularidades da competição, pela tradição de vários clubes, mas, principalmente, pelo que os concorrentes brasileiros estão demonstrando dentro e fora de campo. Dentro, onde foram campeões de todas as cinco últimas edições, e fora pela capacidade de investimento.
Sob comando de Tite, técnico da Seleção Brasileira nas duas últimas Copa do Mundo, o Flamengo, pelo menos até aqui, faz uma aposta única. E altíssima.
O clube desembolsou 16 milhões de dólares (R$ 77,7 milhões) para tirar o uruguaio De La Cruz do River Plate. Da base do elenco vencedor dos últimos tempos saíram Everton Ribeiro, para o Bahia, e Filipe Luiz, que se aposentou. O Atlético é parecido. Com Felipão e quase todo o time mantido em BH, as fichas estão em um nome: Gustavo Scarpa, que deixou o Nottingham Forest, da Inglaterra, por 5 milhões de euros (R$ 27 milhões).
Na capital paulista, dois rivais chegam para a Libertadores em momentos distintos. O Palmeiras está “de barriga cheia” pelos títulos de 2020 e 2021, e ainda beliscou o bicampeonato brasileiro em 2023. Abel Ferreira segue como técnico, o que para o torcedor é sinônimo de um time competitivo. E que buscou se reforçar com o lateral Caio Paulista, o volante Aníbal Moreno e o atacante Bruno Rodrigues. Do outro lado do muro na Barra Funda, vem do banco o nome de maior impacto. Não pelo estofo, mas pelo contexto. Em menos de cinco dias, a diretoria precisou buscar um técnico após perder para a Seleção Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil no ano passado. Thiago Carpini deixou o Juventude e aceitou o desafio nada modesto de levar o tricolor paulista ao tetra do torneio.
Bragantino e Botafogo não fizeram grandes voos até aqui. Os cariocas buscaram John (goleiro), ex-Inter, Jeffinho (atacante), que está de volta ao clube, e o venezuelano Savarino (atacante). Os paulistas anunciaram as contratações de Nathan (lateral-direito) e Douglas (zagueiro). Por fim, o atual campeão Fluminense vê na chegada de Renato Augusto a manutenção de um modelo de jogo que prima pela bola no pé moldado por Fernando Diniz. É o Flu que defende o título da América.