"Futebol é assim, tem altos e baixos", salienta Rochemback. "Cheguei e tenho consciência de que não estava num momento bom. Agora posso dizer, em todos os sentidos que estou me sentindo à vontade", analisa o volante, além de mostrar um entusiasmo contido sobre a possibilidade de ser convocado. "Jogador brasileiro tem que estar preparado para atuar pela Seleção. Eu já estive lá e sei como é, mas é sempre bom ser lembrado", avalia.
A amarelinha, porém, não tira o foco de Rochemback. "Todo mundo espera representar o País. O pensamento, porém, está no Grêmio e nesta final, até por que ir para a Seleção vai refletir do meu trabalho no Grêmio".
O capitão destaca a experiência como a principal virtude a passar aos companheiros numa decisão como a deste domingo. "É importante, e tem que passar isso para os mais novos para ser campeão", enfatiza o volante, antes de decretar a vitória como compromisso: "Depois de cair fora da Libertadores, esse título é a resposta ao torcedor e será um bom andamento para começar o Brasileiro".
Para esta conquista, porém, Rochemback abre mão do papel de protagonista. Apontado pelo lateral Lúcio como um dos elementos-chave do plantel, mantém o discurso modesto: "Eu agradeço ao Lúcio por tudo que ele falou, mas é o meu trabalho. Procuro sempre treinar muito lançamento, passe e bastante marcação. Mas me considero um jogador de grupo. Em todos os lugares que joguei, sempre foi para ajudar."