O técnico Roger Machado evitou falar no assunto arbitragem na derrota por 2 a 1 para o Vitória na Arena na noite desta quinta-feira. Embora tenha deixado clara a sua insatisfação com o árbitro Sandro Meira Ricci, ele abriu a entrevista coletiva dizendo que iria abordar apenas os temas do jogo. Questionado sobre a troca que fez após ficar com 10 homens, ao sacar Everton para a entrada de Marcelo Hermes, o treinador afirmou que não foi mais ousado porque não podia abrir mão de ter uma dupla de volantes em campo.
• “Resultado passou pela arbitragem”, reclama Giuliano
“Entendi que tinha que recompor da mesma forma do fim de semana, quando o Marcelo Hermes entrou bem no outro jogo. Eu precisava da articulação do Douglas para continuar no jogo. Retirar um volante perdendo por 2 a 0 desmanchando o meio-campo defensivo seria perigoso. Deixar um volante e o Giuliano, que tem a marcação, mas não é da função, não cumpriria 60 metros de lado. Eu precisava de um tripé para fazer a marcação em uma bola invertida. Por isso o 4-3-2 na minha observação de treinador foi a mexida adequada”, avaliou Roger que usou o mesmo argumento para justificar a troca de Ramiro por Jaílson no intervalo.
“Depois precisei tirar o Ramiro porque ele tinha cartão e não podia correr o risco de perder mais um jogador. Talvez se fosse um jogo fora com resultado a favor e o adversário fosse atacar mais, teria mantido o Everton”, seguiu.
Sobre o desempenho do time, Roger afirmou que o Grêmio rendeu bem apesar de estar com 10 homens. O treinador apontou a falta de eficiência nas finalizações como o fator que determinou a derrota. “São duas preocupações, uma quando não se cria e outra quando se cria e se desperdiça. Nós criamos, poderíamos até ter saído na frente. O Vitória veio para contra-atacar. A medida que fez o gol, aumentou isso. Não fizemos o gol e isso eleva a confiança do adversário. Acabamos perdendo três pontos e temos que recuperar fora”, declarou.
Roger falou da arbitragem apenas quando foi questionado sobre o desempenho de Bressan, que falhou no primeiro gol e foi expulso no lance do pênalti em Dagoberto. “Não queria falar sobre isso porque parece que chamam de choro de perdedor, mas foi o terceiro pênalti contra o Grêmio em três partidas. O Bressan é um atleta nosso, do clube. Mesmo que em alguns momentos tenha falhado, tem a minha confiança. O torcedor está no seu direito (de vaiar). Eu acho que deveria apoiar, mas, se quer vaiar, está no seu direito. Temos que contextualizar. Se não tem o pênalti mal marcado, ele não seria expulso”, finalizou.
Roger justifica saída de Everton para “manter meio-campo” e evita assunto arbitragem
Técnico ainda lamentou chances perdidas pelo Grêmio na derrota para o Vitória