Nesta quarta-feira, Roger inicia a sua décima Libertadores. Será uma experiência nova depois de sete como jogador e outras duas como auxiliar. Começa a caminhada também para quebrar um tabu nacional e entrar no seleto hall composto por cinco argentinos e dois uruguaios. Ele tenta ser o primeiro brasileiro a conquistar o torneio como atleta e como treinador.
O primeiro a conseguir tal feito foi o argentino Humberto Maschio, em 1973, comandando o Independiente. Seis anos antes, em 1967, como atacante, ele ajudou o Racing a levantar a taça. Na temporada seguinte, um conterrâneo seu repetiu a façanha também pelo Independiente. Roberto Ferreiro já havia sido bicampeão atuando pela mesma equipe, em 1964 e 1965.
Luis Cubilla foi o primeiro uruguaio a integrar esta lista. Como jogador, ele foi tri, em 1960 e 1961, com o Peñarol, e em 1971, com o Nacional. Depois, como técnico, foi o responsável pelo maior momento do futebol paraguaio com as conquistas do Olimpia em 1979 e 1990. Juan Martín Mujica, que faleceu na quinta-feira, foi o outro esportista do país a erguer o troféu exercendo as duas funções, ambas pelo Nacional, em 1971 e 1980, quando bateu o Inter na final.
O argentino José Omar Pastoriza também conquistou o feito pelo mesmo clube. Com o Independiente, foi campeão em 1972 e 1984, derrotando na decisão o Grêmio, que era o detentor do título. Nery Pumpido venceu o torneio com o River Plate em 1976 e com o Olimpia em 2002. O último a ingressar no seleto hall foi Marcelo Gallardo, no ano passado. Ele já havia levantado a taça também com o River, em 1996.
Outros seis bateram na trave. Perderam na final como técnicos depois de conquistarem o torneio como jogadores. Entre eles dois brasileiros: Renato Gaúcho, comandando Roger no Fluminense em 2008, e Adilson Batista.
Roger tenta ser primeiro brasileiro a vencer Libertadores como atleta e técnico
Comandante do Grêmio pode entrar em grupo seleto que já conta com argentinos e uruguaios