Embora não seja titular no time de Pablo Guede, Leandro Romagnoli segue como maior ídolo da torcida do San Lorenzo no atual elenco. Com a experiência de ter estado presente em todas as conquistas internacionais do clube, o meia projetou em conversa com o Correio do Povo, o confronto desta terça-feira contra o Grêmio pela Libertadores.
Romagnoli destacou a dificuldade do confronto diante do Grêmio, mas não deixou de apontar as falhas que observou no time de Roger Machado. O meia revelou ver a defesa como o ponto fraco gremista e fez uma comparação com o Tricolor que o San Lorenzo enfrentou na Libertadores de 2014. Para Romagnoli, o time de Enderson Moreira era mais forte que o atual. Acompanhe abaixo a entrevista de Leandro Romagnoli para o Correio do Povo.
Pela situação do grupo, o jogo contra o Grêmio é visto como uma final para o San Lorenzo?
Todos os jogos são como finais. Na fase de grupos tem seis jogos e você tem que tentar vencer todos em casa e buscar pontos como visitante. Não passa por ser uma final. Temos que ganhar, sabemos que temos de somar o maior número de pontos para classificar. Depois vem o mata-mata, onde as coisas são mais simples. A ideia da equipe é tentar passar para as oitavas e depois veremos o que vai acontecer.
O que mais te chamou atenção no time do Grêmio como ponto forte? Tem algum ponto negativo que pode ser explorado, como a bola aérea, em que o time tem sofrido muitos gols?
Creio que o ponto negativo, o mais fraco é o sistema defensivo. Sendo uma equipe brasileira, que sempre tenta atacar ir a frente, sofre um pouco na marcação. Temos de aproveitar neste sentido. Aqui eles vão ficar um pouco atrás, se defender, e isso as vezes é difícil para uma equipe brasileira. Vamos tratar de aproveitar isso.
Você não enfrentou o Grêmio em 2014 por suspensão, mas pelo que viu das partidas, acredita que o time atual é mais forte ou mais fraco que aquele?
Não pude jogar em 2014 nenhuma das duas partidas por suspensão, mas penso que o Grêmio que enfrentamos era mais forte. Saíram jogadores como Dudu e outros que faziam a diferença. Vendo de fora achei o time de 2014 um pouco mais forte. Isso não quer dizer que o Grêmio não vai classificar ou que não pode nos ganhar aqui, mas penso que em nível de time e de jogo, o de 2014 era mais forte.
Apesar de ter tido boas atuações, como contra o Grêmio em Porto Alegre e no clássico com o Huracán pelo Argentino, o San Lorenzo vem de seis jogos sem vitória na temporada. O que está faltando para vencer novamente?
Somos conscientes de que não estamos conseguindo ganhar as últimas partidas, mas temos procurado manter a ideia do nosso treinador, de sair jogando, de ter muito volume de jogo. A equipe está tentando manter esse ritmo. Ganhamos um torneio importante no começo do ano, que foi a Supercopa Argentina. Temos ainda o Campeonato Argentino e a Libertadores, e pensamos em ganhar algo mais. Esperamos ganhar a próxima partida que é contra o Grêmio em casa. Sabemos que um triunfo nos colocará novamente na briga pela classificação e é isso que queremos.
Pela boa atuação que teve em Porto Alegre, ficou uma sensação de frustração por não ter conseguido a vitória?
Sabíamos que tínhamos de somar pontos para buscar a classificação. Se dizem antes do jogo para assinar um empate no Brasil, você aceita. No entanto, como foi o jogo, penso que tivemos uma boa atuação, tivemos a bola e fomos melhores que o Grêmio. Ficou a sensação de que podíamos ter vencido, mas não perdemos, o que também era importante. Agora é tratar de pensar na partida de amanhã. Sabemos que não podemos perder pontos porque uma vitória nos coloca novamente na briga.
Quantos pontos vocês acham que precisam conquistar nestes últimos três jogos para passar as oitavas de final?
Temos que ganhar as duas partidas em casa, contra Grêmio e LDU. O jogo que teremos no meio contra o Toluca no México a ideia é não perder. Se ganhar será muito melhor, mas, se não der para vencer, o empate é um bom resultado. Penso que com sete pontos a mais será suficiente para classificar.
O San Lorenzo foi muito elogiado pela atuação em Porto Alegre. No entanto, se espera que Grêmio vai ter mais espaços na Argentina devido a necessidade de vocês de vencerem o jogo. Como fazer para atacar o Grêmio sem deixar espaços?
O Grêmio não teve muito espaço no Brasil. Quando se joga de visitante você busca ficar mais atrás para tentar aproveitar os contra-ataques. Foi um pouco o que fez o San Lorenzo no Brasil. Tivemos espaços para atacar e criar as jogadas. Agora na nossa casa vai ser a vez do Grêmio jogar mais atrás e tentar aproveitar os contra-ataques. Com a ideia de que temos que buscar o jogo, eles tentarão aproveitar os espaços. Mas isso se verá no jogo. Tentaremos fazer o que sempre buscamos, que é tratar de ser protagonista. Não deixaremos de fazer isso por medo de dar espaço ao rival. Esperamos que seja uma linda partida. Ganhar é o que buscamos para deixar aberta a possibilidade da classificação.
Pablo Guede é um treinador mais ofensivo que o Bauza. O time tem sentido dificuldade para se adaptar a nova forma de jogar?
É diferente. Não que o Bauza fosse defensivo, mas o Pablo (Guede) procura somar muita gente no campo de ataque, ter a bola, atacar com os dois laterais no campo ofensivo, o que não fazíamos antes. Não quer dizer que um é melhor que o outro. São estilos diferentes. Ganhamos com o Bauza e com o Pablo. Tentaremos seguir ganhando, algo que a torcida merece. A equipe está se adaptando ao estilo do Pablo Guede, isso leva tempo.
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