A entrevista começou com mais de uma hora de atraso e deixou torcedores de Grêmio, Flamengo e Palmeiras apreensivos. A tão aguardada revelação do futuro de Ronaldinho, porém, não aconteceu. O jogador foi bastante evasivo em suas declarações, assim como o irmão e empresário. Assis chegou a dizer que a decisão final poderá ocorrer apenas na terça ou quarta-feira da próxima semana. "Nessa quinta-feira se começa realmente a projetar o futuro do Ronaldo", declarou. "O Milan aceitou liberá-lo e o Galliani vai ficar no Brasil até que haja a definição. Não há nada certo, conversei com Grêmio, Palmeiras e Flamengo. Com o Corinthians ainda não. Pedimos paciência para a decisão final", concluiu.
A permanência de Galliani no Brasil alimenta a esperança de Flamengo e Palmeiras, já que o dirigente italiano estaria participando diretamente das negociações. O Grêmio tem em Assis o homem de confiança para tratar com o Milan e dá como ajustadas as condições do negócio com o jogador. Galliani chegou a dizer que no Brasil, assim como na Itália, é rubro-negro, mas que Ronaldinho é quem vai ter o poder de decisão sobre onde quer jogar.
Além disso, os advogados da família Assis Moreira ficaram em Porto Alegre nos últimos dias confeccionado o contrato de Ronaldinho, que terá duração de quatro anos. "O Grêmio é da minha cidade, o Palmeiras tem o Felipão, o Flamengo tem a torcida, é difícil tomar uma decisão. Tenho muitos amigos em todas as cidades", despistou Ronaldinho, que nesta sexta-feira pode voltar a vestir a camisa tricolor. "Eu quero manter o meu padrão de vida, morar em uma grande cidade e disputar grandes campeonatos. Os clubes brasileiros hoje têm essa condição", finalizou Ronaldinho.