Roth ressaltou que os jogadores gremistas compreenderam bem o esquema 4-2-3-1: “A equipe participa de todos os setores do campo”, destacou. Dentro desta formatação, os meias têm papel fundamental: “Eles têm obrigações de fazer a marcação tanto pelo lado do campo quanto no meio. Têm a determinação de chegar à frente para a conclusão. É uma função dupla que os três têm e compreenderam muito bem”, elogiou. “Eles conseguem fazer tranquilamente.”
A tendência, inclusive, é melhorar. Para isso, depende de Escudero: “Ele pode fazer mais se der uma relaxada maior e perder essa timidez que ele tem”, acredita. “O Escudero é um jogador de qualidade e muito rápido e que vem fazendo um trabalho tático muito grande, mas ainda está tímido”, constatou.
Com as atuações, o técnico acredita que o Grêmio atingiu o “equilíbrio” dentro de campo. E aí vai começar a chamar a atenção dos adversários. “O São Paulo veio com a soberba natural que é do São Paulo e perdeu o jogo”, disse. “O Vasco já vai ter outro tipo de atenção, não porque a gente ganhou do São Paulo e sim porque já ganhamos três”, continuou. “O Grêmio quando está desequilibrado exige respeito. Quando está equilibrado exige muito mais respeito”, concluiu.
O “extrovertido” Roth
Na entrevista coletiva desta terça-feira, o técnico Celso Roth falou – como raramente faz – da sua vida pessoal. E garantiu que é uma pessoa extrovertida e tranquila: “Quem me conhece sabe”. No entanto, esta faceta não deve ser conhecida pela imprensa: “Eu e vocês (jornalistas) temos um relacionamento profissional”, afirmou ele, que admitiu que às vezes é “um pouco áspero” para não revelar decisões do vestiário.



