Quanto às vaias de parte da torcida para Barcos, o dirigente reconheceu que o argentino “não atravessa uma boa fase”, mas crê que, com paciência e tempo, o centroavante vai voltar a marcar os gols. Rui Costa lembrou que o atacante já passou por situação parecida e que conseguiu se recuperar com o trabalho.
“É inegável que o Barcos não atravessa uma boa fase. O Enderson foi muito feliz de ressaltar a dedicação dele durante todo o jogo. Mas é aquela coisa, a bola não está entrando. Temos que buscar e dar as condições para que ele reencontre o futebol. O Barcos tem a confiança do treinador, da comissão técnica, do departamento de futebol e do presidente, mas o Enderson tem autonomia para fazer as escolhas que ele quiser. O Enderson lembrou que é importante dar continuidade para a equipe. Tenho certeza que as coisas vão acontecer naturalmente”, afirmou.
Rui Costa citou as 17 finalizações e os 65% de posse de bola que o Grêmio teve durante o jogo para provar que o time teve o domínio, porém, foi infeliz nas conclusões. “A equipe tem que evoluir, isso é unanimidade no departamento de futebol. Sabíamos das dificuldades do jogo e que as coisas não iam surgir de uma hora para a outra. Futebol é coletivo. Exige que os companheiros se conheçam”, afirmou. “Nós tivemos alterações em pontos significativos da equipe, mas estaria muito preocupado se ela tivesse sido dominada e não tivéssemos criado oportunidades. Não conseguimos a vitória porque faltou o que é fundamental no futebol, o gol. Neste aspecto, temos que evoluir”, admitiu.
No sábado, às 18h30min, o Grêmio enfrenta o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.