Além das incidências tributárias, o clube ainda corria o risco de enfrentar, em caso de rescisão de contrato, uma multa impagável. "Esta foi a exigência que selou o fim de tudo", admite um dirigente do Grêmio. Antes, Assis havia aceitado, depois de várias reuniões, salários variáveis (R$ 400 mil mensais pagos pelo Grêmio e o restante do dinheiro oriundo de patrocinadores).
Quem acompanhou toda a negociação garante que o Grêmio alavancaria quase R$ 2 milhões por mês para Ronaldinho Gaúcho. "Ainda mais que o Ricardo Vontobel estava empenhado na prospecção de parceiros", afirma o mesmo dirigente.
Durante a negociação, o Grêmio consultou o Clube dos 13, presidido por Fábio Koff. O Grêmio teria uma previsão de receita na ordem de R$ 19 milhões da televisão em 2011 (não incluído o pay-per-view e já descontados os R$ 5 milhões que tomou antecipadamente). Koff garantiu que cumpriria as ordens de pagamento para Ronaldinho.
Especulou-se que alguns empresários poderiam ajudar a pagar os salários do craque, dando garantia de que ele receberia R$ 60 milhões por um contrato de quatro anos. Segundo Ricardo Vontobel disse ao Correio do Povo, "isto não existe", ou seja, tal hipótese jamais foi cogitada.
Confira as sete mudanças
1) Libera o uso da imagem de Ronaldinho
2) Veta o uso da imagem de Ronaldinho
3) Agrega a multa rescisória com o Milan
4) Exige salários variáveis
5) Exige salários fixos e variáveis
6) Exige percentual sobre a marca Ronaldinho
7) Exige salário fixo