Menos de um mês depois de ter conquistado o tricampeonato da Copa Libertadores da América, o Grêmio conheceu os seus primeiros adversários na competição em 2018. O sorteio realizado nessa quarta-feira, no Paraguai, colocou no caminho do Tricolor adversários teoricamente menos complicados. Como atual campeão, o time gaúcho foi colocado como cabeça de chave do Grupo 1, que terá ainda Cerro Porteño, do Paraguai, Defensor, do Uruguai, e o Monagas, da Venezuela.
Se em edições anteriores o time gaúcho reclamou de fatores como altitude ou até mesmo de estar nos chamados “grupos da morte”, dessa vez o sorteio foi favorável. O Tricolor foi o único brasileiro a não pegar nenhum campeão de Libertadores no seu grupo. O Grêmio fará sua estreia diante do Defensor, no Uruguai, em data ainda a ser definida pela Conmebol, entre os dias 27 e 28 de fevereiro ou 1º de março.
Cerro Porteño
O Cerro Porteño é o mais conhecido dos adversários, até porque tem 39 participações no principal torneio sul-americano. Recentemente, o El Ciclón, como é chamado em seu país, conquistou o seu 32º Campeonato Paraguaio após ao vencer o Sol América por 3 a 2 na última rodada do Clausura. O time é treinador por Leonel Álvarez, que fez história ao se tornar o primeiro técnico colombiano a conquistar a competição. Na ocasião, o Cerro encerrou o torneio com 45 pontos, três à frente do rival Olimpia.
Durante a década de 90, Leonel Álvarez fez parte da seleção colombiana que foi às Copas de 1990 e 1994. Um dos destaques do time paraguaio é o atacante Diego Churin, que se consagrou no final do Clausura ao fazer dois gols e dar uma assistência diante do Sol América. No seu plantel, além de Churin, o Cerro tem Alvaro Pereira, lateral que disputou as duas últimas Copas do Mundo pela seleção do Uruguai e o centroavante veterano Nelson Valdez, que também tem no currículo a disputa de Mundials pelo Paraguai.
Em agosto deste ano, o Cerro Porteño inaugurou o seu novo estádio, construído com a ajuda dos torcedores. "La Nueva Olla” levou dois anos, oito meses e 18 dias para ser construído e curiosamente seu primeiro jogo, diante do Boca Juniors, terminou em derrota do time paraguaio por 2 a 1. A tendência é de que o Cerro mande seus jogos na sua nova casa e não mais no Defensores Del Chaco, casa conhecida dos brasileiros que, além do Ciclón, se acostumaram a enfrentar Olimpia, Libertad e Guaraní neste estádio.
Defensor Sporting
O Defensor, do Uruguai, chegou à Libertadores de 2017 graças ao vice-campeonato uruguaio, depois de ser batido pelo Peñarol na final. O clube é um velho conhecido do Grêmio. Há 10 anos, o Tricolor encarou o Defensor nas quartas de final da Libertadores de 2007. À época, o time gaúcho teve dificuldades para passar de fase depois de ser derrotado por 2 a 0 fora de casa. No Olímpico, o Tricolor devolveu o placar e se classificou nos pênaltis por 4 a 2.
A atual equipe chegou à decisão do Campeonato Uruguaio por ter vencido o torneio Apertura, o primeiro turno. No Clausura, o segundo turno, terminou em segundo, atrás do Peñarol. O time é treinado por Eduardo Acevedo, que recebeu propostas de equipes de outros países após o Uruguaio, mas confirmou nessa quarta-feira a permanência no clube.
Os “Violetas”, como o Defensor é apelidado no Uruguai, têm a defesa como ponto forte. Juntando os dois torneios uruguaios, a equipe sofreu apenas 32 gols em 31 partidas. No setor ofensivo, o time perdeu força após a saída de Maximiliano Gómez, vendido ao Celta, da Espanha, e que foi o artilheiro da equipe no Apertura, com 10 gols. Um novo atacante deve ser contratado para a Libertadores da América. Por outro lado, o Defensor corre o risco de perder seu capitão, o zagueiro Andrés Lamas, que interessa ao Nacional.
Monagas
Seguramente o grande “azarão” do Grupo 1, o Monagas chega à Libertadores após ter conquistado em 2017 o primeiro título venezuelano de sua história. A equipe é a mais jovem no grupo, tendo sido fundada em 1987, e vai disputar a maior competição do continente pela primeira vez.
O Campeonato Venezuelano também é disputado no sistema de Apertura e Clausura. O Monagas conquistou o primeiro turno e enfrentou na “Super Final” o Deportivo Lara. A equipe perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 na sua casa, mas com uma vitória de 2 a 0 na volta confirmou seu primeiro título nacional na casa do adversário.
O Monagas manda seus jogos no Monumental de Maturín, o maior estádio da Venezuela, com capacidade para pouco mais de 52 mil pessoas. O time, porém, não tem uma grande torcida e o estádio recebe pouco público. A principal dificuldade que o Grêmio deverá enfrentar no Monumental de Maturín é com o gramado, que não é bom.
Saiba mais sobre os adversários do Grêmio na Libertadores
Tricolor inicia luta pelo tetra diante do Defensor, no Uruguai