Depois de falhar com o compromisso, como os pagamentos de juros de títulos de dívida, a empreiteira OAS informou que vai adotar um plano de redução de despesas e pode vender ativos para reequilibrar sua posição financeira. “Em função das dificuldades de acesso a mercado de crédito, está em discussões com alguns de seus principais credores de forma a possibilitar uma reestruturação financeira organizada”, informou a companhia em nota oficial.
A OAS é uma das empresas que estão sob investigação pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, envolvendo denúncias de corrupção com contratos da Petrobras. Segundo a Veja, “a OAS está de pernas para o ar, como consequência, claro, da Lava Jato. O controlador Cesar Mata Pires contratou a G5/Evercore, empresa de investimentos e reestruturações, para vender os negócios do grupo. A ordem de Mata Pires é se desfazer de tudo, exceto a própria construtora”.
Azar de uns, sorte de outros. A Operação Lava Jato quebrou a OAS e poderá ajudar o Grêmio não apenas a ter gestão plena sobre o estádio, mas a comprar a Arena, obra da construtora. Este colunista teve a informação de importante dirigente do Grêmio de que a situação se inverteu nos últimos meses.
Há dois anos, quando Koff assumiu como presidente, o Grêmio forçou um acerto de compra com a OAS, dizendo que o estádio não era da instituição. A OAS reagiu timidamente e, num primeiro momento, não deu sinais de que pretendia vender. Segundo este dirigente “agora a OAS dá sinais de que quer vender”. A última reunião entre Grêmio e construtora aconteceu dias atrás.
Um estudo financeiro entregue ao presidente Fábio Koff revela que o Grêmio teria condições de assumir junto ao BNDES o financiamento que na época era de R$ 275 milhões e hoje está em R$ 170 milhões. Mas o clube precisaria de um prazo maior para pagar, de 20 anos. Caberia ao Grêmio apresentar as garantias para que o BNDES aceite transferir o financiamento. Uma missão ainda complicada.
Com os altos comandantes da OAS presos, é bem possível que o Grêmio passe a tratar do assunto com o Conselho de Acionistas da construtora. Não há nenhuma chance de o negócio voltar atrás, ou seja, de o Grêmio retomar a área do Olímpico e a OAS ficar com a Arena. A tendência é a OAS facilitar um negócio que não pretendia fazer de forma alguma antes da Lava Jato.
Sinais de nova negociação entre OAS e Grêmio
Empreiteira dá indícios de que quer vender estádio