“Sofro muito mais que meu pai”, brincou Carol, lembrando que não é raro o comandante gremista usar luvas e mantas para proteger-se do inverno rigoroso do Rio Grande do Sul. Aos 19 anos, a filha do ídolo do Tricolor contou que aprendeu a torcer pelo time de Porto Alegre desde criança.
“Cresci achando que só existia o Grêmio no mundo. O futebol sempre foi muito presente na minha vida e tudo que a gente tinha em casa era do Grêmio: camisas, copos, porta-retratos, roupas. Querendo ou não, esse sentimento fica dentro da gente”, observou.
Desde o retorno de Renato ao comando do Grêmio, após a passagem pelo clube em 2010, Carol procura viver mais os bastidores do clube: “Sempre acompanhei o Grêmio, apesar da distância, e agora procuro estar presente quando possível. Há alguns anos era muito abusada, dava palpites, me metia, mas hoje estou mais madura e quando opino é porque sei do que estou falando”.
A emoção do pai com o Grêmio marcou Carol desde pequena. Ela relembrou que viu Renato chorar pela primeira vez quando os dois assistiam ao vídeo da vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, que deu o título do Mundial de 83 ao Tricolor. “Foi a primeira vez que meu pai chorou na minha frente. Quando ele viu aquelas imagens, chorou muito e eu também”, recordou.