Apesar de valorizar os colegas e suas virtudes em campo, Souza descarta o rótulo de meio-campo ideal, que hoje no Grêmio é formado por ele, Fernando, Elano e Zé Roberto. "A formação ideal é a que entra em campo. Sofremos com essa questão de manutenção de equipe. Todos os times sofrem, na verdade. Uns acabam conseguindo repetir mais que outros, mas no nosso caso tem sido difícil por lesão, suspensão e convocação", argumentou.
Se a dupla Elano e Zé Roberto é afinada dentro de campo, os volantes Souza e Fernando não ficam atrás. O camisa 5 elogia o colega de meio-campo. "Jogar com o Fernando é muito bom porque ele tem vitalidade, combate e força. Ele consegue chegar na frente e ajudar atrás. A gente se entende bem. Até porque atuamos juntos há bastante tempo", recordou.
Cuidado com o conjunto do Santa Fe
Para Souza, não há uma virtude em particular do Santa Fe que o Grêmio deva cuidar. A preocupação é com a força coletiva do time colombiano que atualmente é lider na liga nacional. "Acho que as jogadas de longa distância deverão ser bem estudadas e treinadas. Eu me refiro a cruzamentos, lançamentos e chutes de fora da área. A trajetória da bola varia muito pode trair a defesa, mas tudo deve ser bem observado", reiterou.
O comportamento do Santa Fe também será estudado pelo Grêmio, que se prepara para uma partida de xadrez no estádio El Campín. "Temos que estar preparados para tudo: desde um ataque sufocante nos primeiros minutos até uma recuada estratégica para que a gente abra espaço. Em qualquer alternativa, precisamos valorizar a posse de bola, trocar muitos passes e aproveitar as oportunidades de gol", explicou.