A prioridade na hora de olhar o mercado estrangeiro segue sendo pelos países próximos ao Rio Grande do Sul: Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. No entanto, nada que impossibilite o clube de avistar parcerias em outros cantos do mundo. Nas próximas semanas devem desembarcar um colombiano e um ganês, com a possibilidade de vir até mais um atleta do país africano.
"Estamos vendo situações com atletas do México, Itália, Suécia, Japão e até do Kuwait", salienta o coordenador da base, Junior Chávare. Há também o outro lado, com jogadores gremistas passando um tempo fora do país para ganharem experiência. "Existem duas situações, com a Suécia e Argentina, para times da primeira divisão", acrescenta.
Porém, a busca por novos talentos não se restringe apenas aos estrangeiros. A busca por novos nomes também é feita incessantemente no mercado nacional. Desde dezembro, o clube foi atrás de reforços em equipes menores do país inteiro. Chegaram 52 jogadores ao Olímpico para todas as categorias. Em contra-partida, saíram 75 para não inflar a base. "Com isso, geramos uma economia mensal de R$ 80 mil. Limitamos cada categoria a 30 jogadores", explica Chávare.
Interesses mapeados
O olhar da base gremista volta-se para o atleta semi-pronto. Aquele jogador no estágio final para virar um profissional. Ao todo, são 330 garotos monitorados no Brasil entre os 17 e os 23 anos de idade.
"Temos o país todo mapeado. Quem nos interessa, está marcado", exalta Junior Chávare. Alguns nomes que chegarem neste estágio já brilham sob o comando de Renato Portaluppi. "No elenco profissional temos oito jogadores que poderiam estar no sub-20 e mais seis em transição (Tinga, Thyere, Guilherme Rato, Wallace, Iago e Paulinho)", completa.