"O Grêmio fez uma partida muito boa. Ao meu ver, dominou os 95, 96 minutos de jogo. O Inter viveu da bola quebrada (lançamento da defesa) para o Damião, foi isso que fizeram a tarde inteira, e da bola parada, que foi como fizeram o gol. Com todo o respeito ao adversário, o Grêmio foi muito superior".
Para o treinador, o clássico foi "sofrido" para o Grêmio, que precisava muito mais da vitória que o Inter. Ele disse que os jogadores enfrentaram uma semana de "humilhação por parte da opinião pública" e jogou "com a cara do Grêmio". "A humilhação é por não conseguir os resultados e ouvir que o time joga assim, joga assado, e ouvir comparações com o rival, o que é natural, ainda mais com a conquista do título deles. Mas toda a carga positiva estava do lado de lá. Do lado de cá, estava a carga negativa. Quando acontece isso, o jogador reage. Foi o que vimos hoje".
Roth considerou o Gre-Nal um "definidor de águas" para o time no Brasileirão. "Foi um passo importante, mas só um passo. Tem que ir lá enfrentar o Corinthians da mesma forma, aí vamos subir".
Além da postura tática, o técnico afirmou que a pegada faz diferença em qualquer jogo. "Em Gre-nal, então, é mortal. O Grêmio entrou muito atento, e isso fez a diferença".
Roth afirmou que Douglas e Marquinhos o convenceram de que poderiam jogar juntos durante os treinos da semana. Além de elogiar os meias por "acharem os atalhos" no campo, disse que Mário Fernandes teve uma "atuação de luxo", e que Escudero também deve seguir como titular pelo lado no meio-campo depois do bom desempenho no clássico.