“Essa é uma tendência no cenário mundial. O Corinthians joga com o Tite com três atacantes, por exemplo. Mas isso não acontece da noite para o dia. Tem que ter tempo e jogadores que possam fazer isso”, argumento o comandante gremista.
Luxemburgo explicou quais fatores considera necessários para ter uma equipe jogando no 4-3-3. “O meio-campo precisa ter dinâmica de jogo e com qualidade técnica. Isso a gente precisa para fazer o jogo sair. No início dessa partida, a bola chegava com muita frequência nos atacantes, que sabem segurar a bola na frente”, analisou.
A Seleção Brasileira foi alvo dos comentários do técnico. Segundo ele, os jogadores estão adaptados a jogar numa formação na Europa e os atletas no Brasil sofrem com a falta de uma cultura tática: “É uma discussão muito mais ampla. O Brasil precisa encontrar um jeito de jogar. Antes o Brasil tinha uma característica, mas agora não tem uma cultura tática definitiva, com as variantes que possam existir. Acho que isso é a principal dificuldade que o técnico da Seleção encontra”.
Sobre o retorno do atacante Kleber como titular, Luxa afirmou estar feliz com o desempenho do jogador, que marcou os dois gols da partida. No entanto, ele ponderou que o Gladiador possa cair de rendimento nos próximos confrontos. “O primeiro jogo sempre é muito 'lá em cima' depois de ficar tanto tempo parado. Daí cai um pouco nos jogos seguintes e retoma depois de três ou quatro partidas. Isso é por causa da falta de ritmo de jogo”, projetou.