O caso foi investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Alegre. Conforme o delegado Hebert Ferreira, os engenheiros da OAS, Marcos Benício dos Santos e Jacques Andrade Antipoff, e Ricardo Sabino dos Santos, da Aço Inox Brasil, poderão responder por lesão corporal culposa e exposição de outras vidas a perigo, artigo 132 do Código Penal. Depois de quatro meses de trabalho, o inquérito será remetido nesta sexta-feira para o Poder Judiciário.
O delegado adiantou que, em caso de condenação, a pena deve ser convertida em prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas por se tratar de crime de menor potencial ofensivo. Nos depoimentos, os engenheiros negaram responsabilidade no caso. "Cada um tenta culpar o outro pelo ocorrido", explicou Ferreira.
O delegado informou ainda que a perícia do Departamento de Criminalística demonstrou com clareza que a estrutura não tinha condições de proteger os torcedores em um estádio de futebol. A reportagem entrou em contato com o advogado Rafael Canterji, que defende os engenheiros da OAS, mas ele não quis se manifestar sobre o caso. O engenheiro Ricardo Sabino da Silva preferiu não conceder entrevista sobre o inquérito da Polícia Civil.