Experimente perguntar quem é o novo preparador físico do Grêmio a um torcedor gremista que acompanha as notícias relativas ao clube sem tanta atenção. A grande probabilidade é que, confiante e com uma cara de "essa é fácil", ele responda de bate-pronto: "Paulo Paixão". Ele vai estar errado. Campeão do Mundo pela Seleção em 2002 e com um currículo de inúmeras outras faixas, Paixão é o coordenador da preparação física tricolor. De forma discreta e sem tanto reconhecimento por parte da torcida, quem faz o trabalho da preparação física é o filho de Paixão, Anderson.
Aos 30 anos de idade, o preparador tem dois desafios, um a curto e outro a médio prazo. Em um primeiro momento, precisa fazer, em pouco mais de dez dias, que os atletas estejam em forma suficiente para competir com equipes do interior do Estado, que começaram as suas preparações há mais de um mês.
A solução é aproveitar ao máximo o tempo disponível. Dos nove dias que o Grêmio vai trabalhar na Serra, haverá folga para os atletas apenas em três turnos. O outro desafio de Anderson, porém, talvez seja bem maior, até porque requer uma avaliação mais subjetiva. É o de ser reconhecido pelo grande público mais pela competência e menos pelo parentesco.
Desde os 16 anos, Anderson atua na área. Com o pai, trabalhou junto apenas no Inter. A carreira solo inclui passagens por Caxias, Chapecoense, Joinville e Bahia. "Não posso me incomodar com a comparação. Estou acostumado, sempre vai existir", afirma.
Anderson, no entanto, lembra que os estilos não são exatamente iguais. "Cada um tem o seu. Os livros e artigos são os mesmos para todos. A maneira como cada um vai interpretar é que é diferente", observa, garantindo também saber aproveitar o aspecto motivacional.
Trabalho em família no Grêmio
Paulo e Anderson Paixão comandam juntos a preparação física do Tricolor