Apegado aos últimos fios de esperança, o Grêmio agarra-se a todas as suas armas para manter vivo o sonho de estar na Libertadores. Seja via a ajuda do Cruzeiro — vencendo a Copa do Brasil e abrindo uma vaga a mais no Brasileirão —, com tropeços de Inter ou Corinthians ou baseado na trajetória de Felipão. O treinador tornou-se, em sua carreira, um especialista em classificar as suas equipes para a principal competição sul-americana — o aproveitamento é de 50%: conquistou a vaga em sete das 14 oportunidades.
A marca, no entanto, era melhor nos anos 1990. Em 1987, passou em branco no próprio Grêmio na Copa União ao não conseguir um lugar nas semifinais. Já com o modesto Criciúma, em 1991, levou a Copa do Brasil e a presença inédita de um catarinense na Libertadores na temporada seguinte. Acabou não permanecendo para disputá-la. Retornou ao Tricolor dois anos depois, mas na competição nacional acabou não avançando. Porém, conquistou três vezes seguidas a vaga ao vencer a Copa do Brasil, a Libertadores e o Campeonato Brasileiro.
No Palmeiras, em 1997, perdeu a decisão nacional para o Vasco e consequentemente um lugar no cobiçado torneio sul-americano. No entanto, novamente não decepcionou nas temporadas seguintes com os títulos da Copa do Brasil e da Libertadores. Em 2000, acabou passando em branco ao ser vice continental pela equipe paulista e, no segundo semestre, já no Cruzeiro, ao cair na semifinal do Brasileirão. Em Minas Gerais também não alcançou o objetivo em 2001, antes de ir para a Seleção.
Na volta ao Brasil, demorou a ver novamente seu nome ligado à Libertadores. No Palmeiras, passou sem conquistar a vaga em 2010 e 2011. No ano seguinte, venceu a Copa do Brasil e levou a equipe à competição continental. Agora, a missão está bastante complicada.
Trajetória de Felipão mantém vivo sonho do Grêmio na Libertadores
Técnico já conquistou vaga por sete vezes em 14 oportunidades