“Se depender do que nós pudermos articular, isso é uma operação muito complexa, porque envolve cobertura patrocínios, nós vamos montar esse negócio”, afirmou Odone, que vê Palmeiras e Flamengo como adversários na contratação. “Vai depender um pouco do que o Ronaldinho, via Assis, e seus agentes conseguirem resolver o vínculo com o Milan. Com exceção disso, acho o negócio bem encaminhado. É possível sim nós fazermos isso”, crê. “A verdade é que ele quer vir, quer passar pelo Grêmio, quer morar depois em Porto Alegre.”
O retorno do jogador, entretanto, é uma tarefa complicada em termos financeiros e também com relação à torcida, que não digeriu totalmente a atribulada saída de Ronaldinho em 2000. O dirigente se mostrou consciente quanto aos dois obstáculos, mas se mostrou tranquilo e garantiu: “Eu sou muito otimista e não tenho medo disso”.
Grêmio não banca sozinho e conta com a torcida para trazer Ronaldinho
Quanto à questão do dinheiro, Odone sugeriu que os sócios do Grêmio antecipem as suas mensalidades e “convençam mais um ou dois amigos a se associarem”. Ele também revelou que procura patrocínios e parceiros para ações de marketing para bancar. Ele ressalvou que o Grêmio sozinho não tem condições de pagar a conta. “Isso é uma negociação completamente diferente, como aconteceu com o Ronaldo no Corinthians”, comparou.Já sobre alguns resmungos da torcida, o presidente se disse tranquilo. Ele admitiu que a torcida está magoada com Ronaldinho, mas minimiza e prevê reversão dese sentimento caso a negociação seja confirmada: “O ressentimento vai se transformar em paixão de novo”, acredita.
Renato teria aprovado contratação
Segundo Odone, a contratação de Ronaldinho já passou pelo crivo do técnico Renato Portaluppi, que passa férias no Rio de Janeiro. “Renato me disse 'me deem ele'”, contou o presidente do clube, que analisou positivamente o time do Grêmio para o início de 2011, mesmo sem a contratação do meia. “O Grêmio está com um time-base, uma equipe que pode começar qualquer campeonato.”