A matéria recebeu 25 votos contrários e apenas quatro a favor. De acordo com o projeto, o tombamento ficaria restrito à área física do estádio, não incluindo suas adjacências, e não haveria mudança de propriedade na área tombada. Também era prevista a permissão de exploração comercial da área tombada e que as despesas decorrentes do tombamento não ocorressem por conta de verbas públicas.
Os autores alegaram que o estádio foi palco de inúmeras partidas de futebol. “Muitas delas memoráveis, que marcaram de forma indelével a história e a cultura do povo de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil”. Segundo Ruas, o estádio tornou-se referência nacional e internacional, “inclusive, tendo sido utilizado, em 1956, para o atletismo, nos Jogos Universitários Brasileiros e, em 1963, quando sediou a Universíade (Jogos Olímpicos Mundiais), evento esportivo equiparável a uma verdadeira olimpíada”.
O Olímpico deve ser implodido no ano que vem. Antes disso deve haver a troca de chaves entre o Grêmio e a construtora OAS, responsável pelas obras na Arena. Na época em que o projeto de tombamento foi protocolado, o prefeito de Porto Alegre José Fortunati criticou a ideia e chegou a dizer que não iria sancionar o projeto, caso o texto fosse aprovado pela Câmara.