Embora a promessa seja de lutar até o fim, desbancar o Atlético-MG da vice-liderança virou uma tarefa praticamente impossível para o Grêmio após a rodada do fim de semana. Com 65 pontos, contra 59 dos gaúchos, os mineiros, por exemplo, não podem somar mais do que seis pontos na reta final da competição.
A vantagem foi criada toda no returno. Os dois times terminaram empatados no primeiro turno, ambos com 36 pontos e 11 vitórias. A diferença no saldo era de apenas três gols a favor dos atleticanos. Na segunda parte do Brasileirão, a diferença surgiu no número de vitórias e empates. O Galo venceu três jogos a mais. Nestas partidas, criou uma vantagem de seis pontos, diferença atual.
Além disso, os mineiros abriram uma distância considerável no número de vitórias, um critério de desempate decisivo. Por isso, para ficar em segundo, o Grêmio terá que somar sete pontos a mais. Isso, a menos que o adversário some três empates e o Tricolor vença três jogos nos 12 pontos restantes, decidindo a disputa no saldo de gols — hoje 18 a 17 para o Galo. Por isso, vencer o confronto direto, na Arena, na penúltima rodada, é fundamental para sonhar com o vice.
No returno, o Grêmio conquistou 23 pontos, a oitava melhor campanha, atrás de equipes como Flamengo e Ponte Preta. “É normal essa oscilação. Todos times têm. Claro que liga o sinal de alerta, mas nada de caça às bruxas”, salienta o vice de futebol gremista, César Pacheco.
Vice-liderança vira tarefa quase impossível para Grêmio
Atlético-MG conseguiu abrir seis pontos nas últimas rodadas do Brasileirão