Poucas pessoas conhecem tão bem os atalhos da Vila Belmiro como Coutinho, companheiro de Pelé no Santos da década de 1960. O estádio, fundado em 1916, parece um adversário quase intransponível para os gremistas. Em 19 compromissos até hoje, o Tricolor saiu com apenas uma vitória, em 1999. Nesta quarta, terá de superar o retrospecto negativo e evitar a derrota na casa do adversário, no jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil. No primeiro duelo, semana passada, deu Tricolor: 4 a 3, no Olímpico.
Mesmo que os números mostrem o contrário, Coutinho, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira para a 20ª edição da festa Encontro do Esporte, minimizou o fator local. “Quem ganha jogo é jogador”, afirmou.
Campo nada amigo do Grêmio
Para complicar, a Vila Belmiro será um caldeirão nesta quarta. Todos os ingressos foram vendidos. Tanto Inter quanto Grêmio geralmente se dão mal nesse campo. O Tricolor, em 19 jogos, ganhou apenas um, empatou cinco e foi derrotado nas outras 13 oportunidades – os colorados não sabem o que é vencer o Peixe em Santos.
Os pouco mais de 20 mil torcedores ficam próximos ao campo. Cobrar laterais e escanteios são tarefas que exigem concentração, tantas são as cusparadas e xingamentos vindos das arquibancadas. Entretanto, a sensação de acanhamento fica por aí. As dimensões do gramado (105,8m x 70m) são maiores até mesmo que as do Olímpico (105m x 68m), o que complica, por exemplo, posturas mais defensivas. Parece pouco, mas são 266 metros quadrados de diferença.
Apesar do retrospecto, nada de retranca
Diante de tantas adversidades, o técnico Silas já traçou a estratégia: "Vamos ter uma postura como a do Beira-Rio" - na oportunide, o Tricolor bateu o arquirrival por 2 a 0. Em outras palavras: o Grêmio não pretende se encolher. E espera que o time tenha a mesma disposição apresentada no segundo tempo diante do Santos, na semana passada, quando venceu por 4 a 1.
Ao lembrar do primeiro jogo, Coutinho justificou porque espera mais equilíbrio: “O Santos poderia ter matado o jogo no primeiro tempo. O Grêmio, no segundo”. Até por isso, disse que acredita em um jogo aberto: “Se o Grêmio entrar na Vila como jogou contra o Corinthians, vai levar seis. Da mesma forma, o Santos vai perder se atuar como contra o Ceará”.
Vila Belmiro, um adversário duro de ser batido
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