"A previsão é que a vistoria leve ainda mais duas semanas. A partir daí, vem a análise dos resultados. Se tudo estiver exatamente como foi previsto no contrato, ocorre a troca de chaves, que é na prática uma troca de escrituras", comentou o integrante do Conselho de Administração e atuante nas negociações com a construtora, Adalberto Preis.
Após os resultados da vistoria, a mudança definitiva gremista deverá acontecer, com a sede do clube passando a ser no bairro Humaitá. Além disso, a saída do Olímpico é determinante para a implosão do estádio e posterior construção de empreendimentos imobiliários na Azenha.
No meio de abril, clube e Arena Porto-Alegrense se encontraram para encaminhar as definições da vistoria final. Para que a troca de chaves ocorra, tudo o que foi feito no novo estádio precisa estar como previsto no contrato firmado pelas partes. Assim, a parte administrativa do Grêmio deixará a antiga casa, palco de títulos do quilate de Libertadores e Campeonato Brasileiro. Uma comissão foi criada para encabeçar a análise dos resultados da vistoria.
Participação em empreendimentos imobiliários
Para o Grêmio, quanto mais rápido ocorrer a troca de chaves, melhor. Uma das alterações no contrato com a OAS é a participação nos empreendimentos imobiliários, que serão criados no local onde hoje é o estádio Olímpico.
Além da participação nos prédios, o Grêmio também conseguiu diminuir o montante a ser pago anualmente para que o sócio tenha espaço na Arena. Por outro lado, a OAS não precisa mais repassar o valor anual por uso da marca do Grêmio na Arena. As alterações completas no contrato serão conhecidas na noite desta terça, quando a direção apresentar estas modificações no Conselho Deliberativo.