A decisão do conselho contrariou um grupo com mais de 60 manifestantes que gritava palavras de ordem contra o ex-presidente no Estádio Olímpico. O protesto, mobilizado pelo movimento Grêmio do Prata, repetiu por boa parte da noite seu "Fora Guerreiro", entre outras palavras de ordem.
No outro lado da moeda, o advogado de Guerreiro, Leonel Keunecke teve os argumentos reforçados para atestar a inocência do ex-dirigente. Ele enfatizou, na Rádio Guaíba, que o ex-presidente foi inocentado pela Justiça e que não seria julgado culpado mesmo que o processo do Caso ISL não prescrevesse.
Caso ISL
O Caso ISL trata do sumiço de três cheques, totalizando 310 mil dólares, enviados pela empresa ISL ao Grêmio em agosto de 2000. O dinheiro não entrou na contabilidade do clube, sendo depositado em contas de doleiros de Brasília e Santa Catarina.
Denunciado pelo Ministério Público na ocasião, José Alberto Guerreiro foi condenado a dois anos e dois meses pela 1ª Vara Criminal de Porto Alegre. Por atender os requisitos legais, o ex-dirigente teve a pena convertida em prestação de serviços comunitários.
Ao apelarem da sentença de Primeiro Grau à 7ª Câmara Criminal, os acusados tiveram as penas reduzidas em dois meses e, de ofício, foram beneficiados pela prescrição.