A atitude de Werley é normal para quem chegou a atuar sem as mínimas condições físicas nos minutos finais contra o Huachipato, quando sofreu a lesão muscular na coxa direita. O jogador foi obrigado a ficar em campo porque o Grêmio já havia esgotado todas as substituições.
Em Bogotá, será preciso usar da experiência, afinal ainda não reunirá 100% das suas condições. A receita já está pronta. "É não dar muito bote errado, procurar estar posicionado, chegar junto com o atacante, não correr atrás. Ainda mais na altitude", salienta. Depois de algum incômodo nos primeiros dias, o zagueiro já não sente mais dor. "É uma lesão chata, no local que você força a perna para correr. Mas, ainda tem oito dias, vou evoluir fisicamente", destaca.
A capital colombiana, aliás, traz boas recordações. Seu gol, no ano passado, por pouco não deu a classificação gremista. "O Léo (Gago) chutou, o Marcelo Moreno dividiu com o goleiro e sobrou para o Lelé", recorda, aos risos, citando o seu apelido. Diante do Millonarios, não sentiu tanto os efeitos da altitude. Mesmo assim, é preciso tomar algumas precauções. "Um pique, uma arrancada, é diferente daqui. Você fica mais ofegante", ressalta.