"Os médicos falaram que isso poderia acontecer, mas foi o acaso do futebol. Fiquei triste porque quebrou o embalo. Estava começando a fazer o que fazia em 2008, marcando forte atrás e saindo rápido para o ataque", relata Magrão.
Assim que recebeu a notícia que adiou por mais um tempo a volta definitiva, o volante ficou dez dias em Mogi Mirim ao lado da mãe e dos dois irmãos mais novos. Fortalecido emocionalmente, voltou para Porto Alegre e deu início à maratona ao lado dos fisioterapeutas do Grêmio Henrique Valente e Felipe Marques. "Dia 5, quando sair de férias, vou estar pronto. Se tivesse pré-temporada no dia seguinte, estaria normal. Na nossa reapresentação em janeiro vou estar zerado", empolga-se.
Dois anos praticamente perdidos não foram motivo para o jovem de 23 anos desanimar. "Graças a Deus, mesmo com essas lesões, aprendi muito. Hoje, o futebol brasileiro me conhece. Não tenho do que me queixar", conta Magrão, que tem contrato com o Grêmio até o fim de 2012. "Espero que 2011 seja bem diferente do que foram estes dois últimos anos", conclui o jogador.