As imagens correram o mundo. Caído no gramado, o engravatado Vandelei Luxemburgo com os pés para cima tentando se defender dos jogadores do Huachipato. Na sequência, atletas do Grêmio, funcionários e seguranças, e a polícia, todos envolvidos em uma confusão ao final do jogo após a classificação tricolor para a segunda fase da Libertadores de 2013. Pará, titular do time formado 11 anos atrás, estava no Chile onde nesta terça-feira, o Grêmio busca mais uma vez avançar para a fase eliminatória do torneio.
O estádio CAP na cidade de Talcahuano foi palco de um episódio até hoje lembrado, ainda mais agora que as duas equipes irão se reencontrar no mesmo lugar. O técnico do Grêmio teria desejado boas "vacaciones" (férias, em espanhol) para o treinador adversário que não teria aceitado a provocação. Enquanto uns se protegiam, outros distribuíam socos, a correria foi grande para o vestiário.
"Só lembro do Zé Gotinha (André, segurança do clube). A batata estava assando no campo com o pessoal pisoteando o Luxa e gente procurando os seguranças. Quando cheguei no vestiário pra chamar os caras, o Gotinha gritava 'aqui não vai entrar ninguém! Fica tranquilo, aqui não vai entrar ninguém'. Mas a batata estava assando para o Luxa e ele (sem saber do que ocorria no gramado), protegendo o vestiário", relembra, aos risos Pará, xodó de Luxemburgo que o trouxe em 2012 e usou nas duas laterais e até como volante.
Uma das figuras mais queridas no vestiário gremista, o jogador permaneceu no clube por mais tempo e foi titular depois com Renato Portaluppi, por quem nutre amizade até hoje vai torcer agora. Em São Paulo, Pará é ex-jogador profissional.
Aos 37 anos, depois de encerrar a carreira pelo São Caetano, migrou do profissional para a várzea. Na capital paulista, Pará foi anunciado com pompa pelo Metalúrgicos: "Seja bem-vindo craque", foi a mensagem nas redes sociais do clube. Domingo tem a decisão da Copa do Busão. Se o time é bom, Marcos Rogério Ricci Lopes, de São João do Araguaia, responde sem titubiar: "É um timaço!"