"Fiquei surpreso pela fatalidade do Lucas, que infelizmente teve uma fratura na jogada comigo. Depois que fiquei sabendo da gravidade, liguei para ele e para o doutro Rodrigo Kaz, do Botafogo. Fiquei chateado porque é um companheiro de profissão. Em 21 anos de carreira, jamais lesionei um colega. Agora aconteceu isso, mas faz parte do futebol. Sempre usei o recurso do carrinho para tirar a bola", explicou Zé Roberto.
Em 2009, quando defendia o Hamburgo, Zé Roberto foi vítima de um carrinho de um jogador do Hannover 96 e foi obrigado a operar o tornozelo direito. O meia afirmou que Lucas entendeu que a jogada, ocorrida na partida desse domingo, não foi intencional. "Ele me falou que são coisas que acontecem. Foi uma jogada normal. Fiquei chateado, mas estou com a consciência tranquila porque todos me conhecem e sabem que nunca tive problemas com isso", argumentou.
Para Zé Roberto, o lance não pode ser comparado com a dividida entre Bolívar, então no Inter, e o lateral do Bahia Dodô. Na época, o zagueiro foi punido e obrigado a ficar sem atuar durante o período de recuperação do colega. "Acho que todo o contexto será analisado antes de eu ser julgado. Tenho certeza de que não pegarei tanto tempo de punição porque foi um contato, em que o árbitro sequer deu cartão amarelo. A do Bolívar foi praticamente uma agressão. São lances diferentes", analisou.