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Grupo estrangeiro compra Damião deve repassá-lo ao Santos

Clube paulista quer definir contratação de Vargas nos próximos dias

Clube paulista quer definir contratação de Vargas nos próximos dias
Clube paulista quer definir contratação de Vargas nos próximos dias Foto : Alexandre Lops / Inter/ CP memória
Em reunião na noite da última quarta-feira, o fundo inglês Doyen Sports acertou a compra do atacante Leandro Damião, de 24 anos, do Intern. O grupo de investidores está alinhado com o Santos, que deve anunciar o jogador como reforço nos próximos dias.

A ideia inicial era desembolsar cerca de R$ 13 milhões pela operação, além de incluir um jogador, provavelmente o volante Arouca. Como o Inter se mostrou irredutível e só aceitou negociar em dinheiro, a compra foi em cifras muito maiores, pouco mais de R$ 42 milhões. O Colorado detinha 70% dos direitos econômicos do atleta, enquanto a parte restante pertencia ao Atlético Ibirama (SC), clube formador de Damião.

O atacante deve ser o primeiro reforço do Santos na temporada. O clube pretende também bater o martelo nos próximos dias na contratação do chileno Eduardo Vargas, que deve assinar empréstimo de um ano e meio. O meia Diego, do Wolfsburg-ALE, também está na mira do Santos e já tem até luvas acertadas: R$ 5 milhões por três anos de contrato.

Antes de chegar ao Colorado, Damião passou pelo Atlético de Ibiriama-SC e pelo Marcílio Dias. Na equipe do Rio Grande do Sul, o atacante chegou, inclusive, a disputar 17 partidas pela Seleção Brasileira, marcando três gols.
O camisa 9 tinha contrato com o Inter até setembro de 2017. No entanto, caiu de rendimento e já não gozava de prestígio com a comissão técnica e a diretoria colorada. O clube gaúcho quis negociá-lo para quitar as dívidas e reduzir a folha salarial. Somou-se a isso o mau desempenho de Damião em 2013 e o fato de alguns membros da comissão técnica considerarem que ele não é "de grupo".

Santos e Doyen

Recentemente, o Doyen Sports participou da venda de Felipe Anderson para a Lazio, da Italia. O fundo ajudaria o Peixe também a trazer o lateral-direito Cicinho, que estava na Ponte Preta. No entanto, a diretoria santista não aceitou as exigências feitas pela empresa. Assim, teve de arcar com a maior parte do pagamento: R$ 5 milhões, enquanto a Teisa (Terceira Estrela Investimentos) pagou R$ 1,5 milhão.

Na época, um dirigente alvinegro que pediu anonimato disse que "não se faz negócio bom com gente ruim", se referindo ao Doyen. Já o presidente Odílio Rodrigues tentou colocar panos quentes na polêmica.

Renato Duprat já foi parceiro, inimigo e agora voltou a ter bom trânsito na Vila Belmiro. Ele herdou o Unicór, grupo do ramo de saúde que patrocinou o Santos de 1995 a 1999 e teve liquidação decretada em 2001. À frente dos negócios na época, o empresário foi acusado pela CPI do Futebol de deixar uma dívida de R$ 1,2 milhão no Peixe quando saiu. Ele voltou a negociar com o Alvinegro em 2011, quando o Doyen comprou 50% dos direitos do meia Felipe Anderson.


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