O Planetário estava sendo inaugurado em Porto Alegre, o ginásio do Colégio Rosário recebia a final do Gauchão de Futebol de Salão e o Correio do Povo destacava o repórter Edegar Schmidt para cobrir Remo x Grêmio, no dia 22 de novembro de 1972. Pois desde então, o 1 a 0 para os visitantes é até hoje o único confronto na história do Brasileirão entre gaúchos e paraenses, em Belém do Pará.
No dia da partida o jornal repercutia um episódio com respingos no estádio Baenão. No Tribunal Especial da CBD, o lateral-esquerdo Everaldo, tri campeão no México em 1970 com a Seleção Brasileira, era punido com um ano de suspensão. No seu lugar jogou Valdir Espinosa, que viria a ser o técnico campeão do Mundo pelo Grêmio 11 anos mais tarde.
O treinador gremista era Milton Kuelle. No seu segundo jogo à frente da equipe, ele contava, entre outros, com Ivo Wortaman, Catarina, pai do ex-volante Eduardo Costa, e Beto Bacamarte, zagueiro Bola de Prata ao final da temporada. A dúvida da véspera tinha uma curiosidade: Jadir ou Loivo, sendo que o segundo viajara engessado para o norte do país.
A vitória tricolor saiu com um gol marcado por Mazinho, atacante que atuou com Pelé no Santos. Do Remo, tempos depois, o Grêmio traria outro atacante: Alcino. Daqui uma semana, no próximo dia 7 de Outubro, 54 anos depois, as duas equipes voltam a se enfrentar pelo mesmo Campeonato Brasileiro. Será o sexto duelo entre eles, pois outros quatro ocorreram em Porto Alegre.