Grêmio

Grêmio não tem registro de outra situação como os três pênaltis perdidos por Carlos Vinícius

Centroavante foi o personagem do empate do Tricolor na Copa Sul-Americana ao parar repetidas vezes no goleiro do Palestino

Carlos Vinícius chegou a marcar um gol no fim do jogo, mas lance foi anulado
Carlos Vinícius chegou a marcar um gol no fim do jogo, mas lance foi anulado Foto : Rodrigo ARANGUA / AFP / CP

"Que noite". Nem no Museu do Grêmio são encontrados registros de algum outro jogador que tenha vivido o que viveu Carlos Vinícius, no pacato estádio La Cisterna, em Santiago na última quarta-feira. Existem sim casos parecidos, mas com desfechos diferentes.

Ao desperdiçar três vezes um pênalti marcado logo no começo do jogo contra o Palestino, pela Sul-Americana, o centroavante entrou para a história. Embora o empate e a frustração dele e da torcida com o empate sem gols, menos mal que ele tratou com serenidade o insólito momento, inclusive ao admitir que, após dois erros seguidos, assumiu o risco do terceiro chute indo de encontro à orientação do técnico para trocar o batedor.

Em abril de 1996, o Grêmio enfrentou o Atlético Paranaense pela Copa do Brasil. No Olímpico, Adilson Batista, um dos cobradores daquela equipe teve a pontaria testada. Mais até do que Carlos Vinícius. O zagueiro bateu quatro penalidades mandando todas no fundo da rede. Numa delas houve invasão da área, o juiz mandou bater e novo e o Capitão América marcou de novo. Ou seja, foram quatro cobranças e três gols validados.

No Campeonato Brasileiro de 2008, Roger Flores marcou os três gols da vitória do Grêmio através de pênatli | Foto: CP Memória

Anos depois, diante do mesmo adversário, mas pelo Campeonato Brasileiro, também na antiga casa tricolor, Roger Flores foi o personagem. Com batidas de diferentes estilos vencendo o goleiro Galatto, ex-Grêmio, o meia anotou os três gols da goleada de 3 a 0.

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Outros nomes passaram perto da experiência de Carlos Vinícius. Conforme o acervo gremista, André Catimba contra o Juventude no Gauchão de 1979, Cuca diante da Portuguesa em 1988 e Gilson frente ao Palmeiras na Copa do Brasil de 1993 desperdiçaram duas cobranças no mesmo jogo. Três, no entanto, é algo de fato histórico.

“É uma daquelas noites que a gente só quer que passe logo", resignou-se Carlos Vinícius, autor de uma façanha que nenhum atacante quer ser, mas que está marcada.

Na Copa do Brasil de 1996, o Grêmio bateu o Atlético Paranaense com três gols de pênalti marcados por Adilson | Foto: CP Memória

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