A busca pelo equilíbrio financeiro não é feita apenas com o cortes no custo do futebol. Em meio a atual crise nas finanças, a Arena foi um importante aliado do Grêmio para gerar lucros no primeiro semestre da nova gestão de Odorico Roman.
O Tricolor assumiu a gestão do estádio no dia 1° de novembro do ano passado. Desde então, passou a ter autonomia sobre cada espaço da Arena. Ao longo dos primeiros seis meses, o clube conseguiu vender 37 camarotes, gerando R$ 9 milhões aos cofres. Somando essa receita, com a assinatura dos novos acordos comerciais para publicidade do estádio, o Grêmio registra ganhos de R$ 50 milhões.
O Grêmio ainda procura aumentar o lucro com o estádio. A principal fonte de renda que está em aberto é a venda dos namings rights. Por ora, essa situação está sendo trabalhada principalmente pelo CEO Alex Leitão, assim como um outro assunto bastante falado nos últimos meses: o patrocinador master.
Passados mais de sete meses, o Tricolor segue com dificuldades para fechar com um novo patrocinador para estampar na parte nobre da camisa. O espaço está vago desde o final do Brasileirão do ano passado, após a rescisão com a Alfa Bet e o patrocínio temporário da Energia Bet, que ocupou o espaço nas duas últimas partidas.
Nos primeiro semestre de 2026, o Grêmio recusou propostas em função do baixo valor oferecido, entre R$ 20 e R$ 25 milhões. Entre elas, estavam ofertas de bets. Além disso, um outro fator foi visto como pouco atrativo: a validade dos contratos, entre quatro e cinco anos.
A direção tem dois pontos definidos: manter o patamar financeiro do antigo patrocinador, de cerca de R$ 50 milhões por ano, e também buscar um parceiro fora das casas de aposta. É a procura por estabilidade, algo que as bets não entregam.